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Eletrobras planeja minerar Bitcoin com energia excedente

Eletrobras, pela Axia, assina acordo com a Radius Mining para minerar Bitcoin com energia excedente no Brasil, aproveitando 6 MW e potencial de R$ 9,7 bilhões

Foto: Shutterstock
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  • A Axia, sucedendo a antiga Eletrobras, firmou acordo exclusivo com a Radius Mining para minerar Bitcoin usando energia excedente no Brasil.
  • O projeto prevê o aproveitamento de 6 megawatts médios de energia ociosa, que em certos períodos seria descartada por falta de demanda.
  • O volume estimado seria suficiente para abastecer cerca de vinte e quatro mil residências por mês, transformando energia ociosa em receita via datacenters de mineração.
  • A implementação começa como prova de conceito, com um contrato de operação e manutenção, e as instalações são modulares, próximas às usinas geradoras para reduzir perdas e custos.
  • O mercado brasileiro desse tipo de operação pode chegar a até R$ 9,7 bilhões; a Radius capta R$ 28 milhões para expansão, com investimentos também de empresários do setor elétrico, como Leonardo Midea. A Minter, apoiada pelo Itaú Ventures, opera 20 MW na Bahia e pretende chegar a 40 MW neste ano e 500 MW até 2029.

A Axia, que sucedeu a antiga Eletrobras, fechou acordo com a Radius Mining para usar energia excedente na mineração de Bitcoin no Brasil. O acordo é exclusivo e envolve exploração de energia ociosa gerada pelo sistema elétrico. A iniciativa é recente e visa transformar esse excedente em receita.

A proposta envolve aproveitar 6 megawatts médios (MWm) de energia que, em períodos de baixa demanda, seriam descartados. Segundo a Radius Mining, o volume pode sustentar cerca de 24 mil residências por mês, com datacenters dedicados à criptomoeda. A operação começa em formato de Prova de Conceito (POC) aliada a um contrato de Operação e Manutenção (O&M).

A responsabilidade pela execução fica com a Radius Mining, empresa especializada em datacenters modulares para mineração de ativos digitais. A estrutura permite instalação próxima às usinas, reduzindo perdas na transmissão e custos operacionais, aproveitando geração acima da demanda.

O mercado brasileiro para esse modelo é estimado em até R$ 9,7 bilhões, segundo a Radius Mining. A medida busca monetizar energia excedente em momentos de menor consumo ou limitações de escoamento, alavancando o setor elétrico.

Além da parceria com a Axia, a Radius Mining anunciou captação de R$ 28 milhões entre recursos próprios e rodada seed para expansão. Entre os investidores está Leonardo Midea, executivo do setor elétrico e fundador da Prime Energy.

Mineração de Bitcoin no Brasil

O setor vem ganhando espaço no país. Em abril, o Itaú Ventures investiu na Minter, empresa que instala data centers para captar excedentes de geração para atividades rentáveis. O valor não foi divulgado, mas costuma ficar entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões.

A Minter opera uma planta de 20 MW em Xique-Xique, Bahia, com planos de chegar a 40 MW ainda neste ano e a 500 MW até 2029. O objetivo é ampliar infraestrutura para habilitar mais operações de mineração associadas à geração de energia.

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