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Magalu mantém margem, aumenta vendas em lojas físicas, impactada por juros

Varejista mantém margem e registra elevação de vendas físicas em meio a juros altos; e-commerce despenca, pressionando receita e encerrando o trimestre com prejuízo

Galeria Magalu, loja que reúne todas as marcas do grupo, inaugurada em dezembro
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  • Receita de lojas físicas ficou em R$ 5,2 bilhões no trimestre, alta de 6,9% frente ao mesmo período do ano anterior; mesmas lojas subiram 6,4%.
  • E-commerce registrou queda de 11% no período, com receita online de R$ 10 bilhões (R$ 6 bilhões 1P e R$ 4 bilhões 3P).
  • Receita líquida total foi de R$ 9,2 bilhões, queda de 2%; EBITDA ajustado chegou a R$ 717,6 milhões, margem de 7,8%.
  • Prejuízo líquido de R$ 33,9 milhões, influenciado por despesas financeiras; juros médios em 14,50% ao ano e despesas financeiras de R$ 568,7 milhões (6,2% da receita).
  • MagaluPay processou TPV de R$ 25,3 bilhões; base de cartões de crédito chegou a 5,6 milhões; unidades como Netshoes, Kabum!, Época Cosméticos e Estante Virtual cresceram; expectativa de recuperação com possível queda de juros no próximo trimestre.

O Magazine Luiza registrou resultados desafiadores no primeiro trimestre, com foco na preservação da margem e no desempenho das lojas físicas diante do aperto monetário. A varejista viu receita de lojas físicas subir 6,9% na base anual, impulsionada pela força do varejo no físico ante o recuo do online.

Ainda assim, o e-commerce caiu 11% entre janeiro e março, totalizando 10,0 bilhões de receita online, sendo 6 bilhões no 1P e 4 bilhões no 3P. O canal físico respondeu por 5,2 bilhões de reais, com alta de 6,4% nas mesmas lojas.

Consolidado, a receita líquida ficou em 9,2 bilhões de reais, queda de 2% frente o 1T de 2025. O EBITDA ajustado atingiu 717,6 milhões, retração de 5,4%, e a margem foi de 7,8%, 0,3 ponto percentual menor.

Desempenho e custos

Despesas financeiras somaram 568,7 milhões de reais, equivalentes a 6,2% da receita. O efeito da alta da taxa Selic, de 14,5% ao ano, pesou no resultado, levando o Magalu a um prejuízo de 33,9 milhões no trimestre, ante lucro de 12,8 milhões em 2025.

O desempenho bruta foi estável, com margem de 30,8% ante 30,6% no mesmo período do ano anterior. A companhia afirma que parte do aumento de custos de componentes, como memórias, repercutiu no preço de smartphones e televisores, sem comprometer o mix de produtos.

Perspectivas e ecossistema

A administração acredita que a tendência de queda das despesas atreladas aos juros deve reduzir o impacto no próximo trimestre. No portfólio, MagaluPay movimentou 25,3 bilhões de reais no volume processado, com 5,6 milhões de cartões ativos na base de crédito.

As empresas do grupo — Netshoes, Kabum!, Época Cosméticos e Estante Virtual — apresentaram crescimento, com destaque para a unidade esportiva, que teve lucro de 17 milhões de reais. A gestão continua a ampliar o ecossistema de vendas, físico e digital.

A visão para o terceiro trimestre aponta recuperação de parte das vendas, com expectativa de impacto da Copa do Mundo, marcada para junho a julho, na América do Norte. A companhia mantém foco na rentabilidade e na expansão do ecossistema varejista.

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