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Mudanças na SPX: o que mudou e seus impactos no índice

SPX reestrutura fundos multimercado, fecha operação em Londres e reduz quadro, centralizando a gestão para conter perdas e ajustar custos

As mudanças na SPX
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  • A SPX Capital inicia uma ampla reorganização de fundos multimercado, incluindo o fechamento da operação em Londres e a saída de um sócio relevante, para tentar melhorar a performance após anos difíceis.
  • A gestão passa a ter centro de decisões no Brasil, com Bruno Pandolfi assumindo o cargo de head de fundos multimercado e visão consolidada dos fundos sob sua supervisão.
  • Marcelo Castro, sócio-chave desde 2020, deixou a empresa no fim de abril; a equipe dele em Londres foi demitida e outros profissionais podem ser realocados.
  • A estrutura passa a manter books independentes com um head responsável, mantendo autonomia dos portfolio managers, mas com maior coordenação e hedge sob a coordenação de Pandolfi.
  • O contexto envolve redução de custos e ajuste do tamanho da área de multimercados, diante de resgates esperados após o drawdown de março, quando o veículo mais alavancado, o Raptor, caiu 11,9%.

A SPX Capital anuncia uma reorganização ampla de seus fundos multimercado, com fechamento da operação em Londres e a saída de um sócio relevante. A medida visa retomar a performance após anos de resultados abaixo do esperado e reduzir custos.

A gestora, que hoje administra cerca de R$ 54 bilhões, busca alinhar o tamanho da área de multimercados a uma nova realidade de mercado, com maior participação de renda fixa em produtos como CRIs e LCIs.

Rogério Xavier, fundador da SPX, afirmou ao Brazil Journal que deve haver resgates após o drawdown de março, quando o veículo alavancado Raptor caiu 11,9%. A estratégia pretende preservar o valor da parceria.

Mudanças estruturais

Para cortar despesas, a SPX fechará a operação em Londres até o fim do ano, mantendo menos de 15 pessoas. O prédio de Nova York também será reduzido, enquanto Singapura não sofrerá alterações.

A entrada de Bruno Pandolfi como head de fundos multimercado centraliza a liderança e estabelece uma linha de responsabilidades mais clara. Pandolfi acompanhará o portfólio e poderá fazer hedge, alinhando decisões.

Xavier passa a operar um book independente, com foco em eventos e oportunidades de médio e longo prazo para gerar alfa. A estrutura anterior contava com 14 books independentes sem centralização.

Marcelo Castro deixou a gestão no final de abril. Ele integrava o conselho e era apontado como figura-chave para liderar os ajustes, recebendo apoio de parte da equipe, porém a diretoria optou por manter a separação de books.

Desdobramentos internos

Conselho decidiu manter livros separados, com P&Ls e remuneração distintos, em vez de um book único. A centralização das decisões passa a ocorrer no Brasil, movimento que levou Pandolfi a se transferir do Londres para o Rio de Janeiro.

Os fundos Nimitz e Raptor, carro-chefes da casa, registraram desempenho abaixo do CDI desde 2023. O Nimitz acumula -1,9% neste ano; o Raptor, -6,8%. Em março, o Raptor registrou a pior marca do período.

Segundo fontes, a gestão busca maior coesão entre a equipe para melhorar a performance. A SPX permanece dedicada a adaptar-se ao ambiente de juros mais baixos no Brasil e à preferência por ativos de renda fixa incentivados.

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