- O presidente da Azul, Abhi Shah, disse que o setor aéreo reajustou tarifas nove vezes desde 28 de fevereiro, marco de início da guerra no Oriente Médio; oito aumentos foram de 10% e um, de 15%.
- O aumento médio das tarifas desde o começo do conflito fica um pouco acima de 20%; no ano passado, foram três reajustes, neste ano, nove.
- Mesmo com as altas, a demanda aguenta, principalmente no corporate e em compras de última hora por agências de viagem; tarifas médias reservadas da Azul estão 30% acima do mesmo período de 2025.
- A Azul reduziu a oferta de capacidade devido ao cenário adverso; no primeiro trimestre, o ASK caiu 2,7%.
- No 1º trimestre de 2026, a Azul registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 44,4 milhões, melhoria de 97,6% ante 2025; o Ebitda foi de R$ 1,69 bilhão, com margem de 31,1%.
O setor aéreo reajustou tarifas nove vezes desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, segundo o presidente da Azul, Abhi Shah. Em conferência com analistas, ele informou que, em 2025, ocorreram apenas três aumentos. O ajuste médio desde o começo do conflito fica pouco acima de 20%.
Os reajustes foram compostos por oito altas de 10% e uma de 15%, realizadas em dias diferentes para observar o comportamento da demanda. Mesmo com as altas, Shah destacou que o efeito acumulado não resulta necessariamente em variação superior a 160% no preço final, pois as companhias ajustam tarifas conforme a demanda.
Apesar da elevação de tarifas, a demanda permanece, principalmente no segmento corporativo e em compras de última hora por meio de agências de viagem. As tarifas médias reservadas pela Azul estão cerca de 30% acima do registrado no mesmo período de 2025, segundo o executivo. A empresa também reduziu a oferta de capacidade; no primeiro trimestre houve queda de 2,7% no ASK.
Desempenho financeiro e projeções
A Azul informou que o crescimento da oferta para este ano, anteriormente estimado em 1%, deve ficar negativo diante do cenário adverso. A equipe financeira avalia linhas de crédito, incluindo apoio público ou privado, para suprir recursos necessários.
O gabinete de crédito de até R$ 1 bilhão para as aéreas continua em estudo, com avaliação de opções governamentais e privadas para a Azul. A decisão envolve manter a operação estável diante do aperto de custos, principalmente com o combustível.
Resultado do primeiro trimestre
A Azul registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 44,4 milhões no 1º trimestre de 2026, ante prejuízo de R$ 1,8 bilhão no mesmo período de 2025. O EBITDA somou R$ 1,69 bilhão, alta de 22,6%, marca recorde para um primeiro trimestre. A margem EBITDA atingiu 31,1%, avanço de 5,4 pontos percentuais.
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