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Trunfo logístico de R$ 1 bilhão impulsiona a VLI no mapa ferroviário

VLI aposta no Corredor Norte para ampliar capacidade, com renovação da Ferrovia Centro-Atlântica em avaliação e bilhões aplicados no Porto de São Luís

Fabio Marchiori, CEO da VLI: “Ferrovia só faz sentido quando existe carga para transportar”
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  • A VLI aposta no Corredor Norte, que liga o agronegócio do Matopiba aos terminais de Palmas, Tocantins, e ao Porto de São Luís, como motor de crescimento logístico.
  • A empresa negocia a renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), com possível manutenção de 5.725 quilômetros e devolução de 2.132 a 3.082 quilômetros ao governo; a renovação envolve pagamento de R$ 30 bilhões em 30 anos.
  • Nos últimos dois anos, a VLI investiu cerca de R$ 7 bilhões em ativos próprios e pretende dobrar esse patamar se a FCA for renovada, chegando a mais de R$ 30 bilhões em 30 anos.
  • O Corredor Norte recebeu cerca de R$ 1 bilhão em investimentos recentes, com foco na expansão do Terminal de São Luís (TPSL) e em terminais no Tocantins (TIPN e TIPA) para escoar grãos, fertilizantes e combustíveis.
  • O grupo enxerga a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) como fator-chave para ampliar o fluxo pelo Corredor Norte, acompanhado de avanços em integrações com a Norte-Sul, Fiol e outras malhas.

O grupo VLI, operador de logística integrada, planeja ampliar investimentos e renovar concessões em infraestruturas ferroviárias associadas a portos. O foco está no Corredor Norte, que liga o agronegócio do Matopiba à Ferrovia Norte-Sul e ao porto de São Luís, no Maranhão. A empresa aposta em ganhos de eficiência com a integração ferrovia-porto.

A renovação da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), maior ferrovia do País, está em análise pelo TCU. A proposta mantém 5.725 km sob gestão da VLI e devolve entre 2.132 km e 3.082 km ao governo, com pagamento de cerca de R$ 30 bilhões pelos próximos 30 anos. A decisão pode mudar o mapa logístico nacional.

A VLI afirma ter investido cerca de R$ 7 bilhões nos últimos dois anos em ativos próprios e concessões sob gestão. Se aprovada pela Justiça, a empresa pretende dobrar esse ritmo, elevando investimentos a aproximadamente R$ 60 bilhões desde 2014.

O que muda com o Corredor Norte

A VLI identifica o Corredor Norte como a próxima grande oportunidade logística. O trajeto, que envolve a Norte-Sul, termina em São Luís, onde há o terminal TPSL. O objetivo é ampliar a capacidade de movimentação de grãos, fertilizantes e combustíveis no estado.

O portfólio da VLI no Norte inclui dois terminais em Tocantins — TIPN e TIPA —, conectados à Norte-Sul. A empresa investiu cerca de R$ 80 milhões no TPSL para melhorar a operação e a capacidade de carga interna, visando atender o Matopiba.

Desdobramentos e investimentos no porto

O Corredor Norte já atraiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos, com Mosaic e Ultracargo instalando operações adjacentes ao TIPA. Em 2025, a VLI transportou cerca de 15 bilhões de toneladas por quilômetro útil no Norte, com expansão prevista de até 50% nesses terminais.

A terminalização do Porto de Itaqui, em São Luís, é ponto estratégico para a VLI, que busca aumentar o fluxo de fertilizantes, grãos e combustíveis. A empresa prevê que a modernização do TPSL eleve a eficiência e a capacidade de escoamento pela região.

Cenário de conectividade ferroviária

O ministério planeja ampliar conexões entre a Norte-Sul e outras ferrovias, como Fiol e Fico. A VLI avalia que a Fico, já em construção, pode acelerar o escoamento, especialmente antes da viabilização do Fiol. A empresa acredita que o Norte continuará sendo a rota mais viável a curto prazo.

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