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Allos projeta R$540 mi em receitas com 72 torres de minicidades em shoppings

Allos aposta em 72 torres e 540 milhões de recebíveis para ampliar shoppings com minicidades verticais, atraindo 40 mil novos moradores na área de influência

São Bernardo Plaza Shopping: uma das 72 torres do programa da Allos. Parceria com incorporadora local adensa área primária com moradores de renda superior ao ticket médio do centro de compras.
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  • Allos estima R$ 540 milhões em recebíveis líquidos nos próximos dez anos com 72 torres de minicidades em shoppings, em 9 estados, em parceria com 19 incorporadoras.
  • O programa Master Plan transforma terrenos anexos em torres residenciais, hotéis, hospitais e escritórios integrados aos shoppings, para ampliar o uso e o consumo.
  • Atualmente, 85% das torres assinadas são residenciais; 15% incluem hotéis e hospitais, e a empresa mapeou potencial adicional de 1,7 milhão de metros quadrados em terrenos.
  • A expansão deve acrescentar cerca de 40 mil moradores à área de influência primária dos shoppings, elevando o fluxo de clientes com maior potencial de consumo.
  • No primeiro trimestre de 2026, a Allos registrou receita líquida de R$ 683,3 milhões, EBITDA ajustado de R$ 298,8 milhões e FFO por ação de R$ 0,60; as vendas totais chegaram a R$ 9,3 bilhões.

A Allos (ALOS3) projeta movimentar R$ 540 milhões em caixa líquido nos próximos dez anos, com 72 torres associadas a bairros de shoppings em 9 estados. O modelo envolve terrenos ociosos anexos aos shoppings da empresa.

O lançamento, conhecido como Master Plan, foi apresentado por Mário Oliveira, diretor de Novos Negócios, em entrevista à Bloomberg Línea. A estratégia transforma terrenos em minicidades verticais com torres residenciais, hotéis, hospitais e escritórios.

A aposta se sustenta com alavancagem controlada: dívida líquida de 0,7x o Ebitda. A Allos afirma que o futuro dos shoppings passa pela integração com a malha urbana e a expansão imobiliária ao redor das operações.

Atualmente, a Allos assinou contratos para 72 torres com 19 incorporadoras, distribuídas em 13 shoppings de 9 estados, de Caxias do Sul a Belém. Do total, 8 torres já foram entregues; 30 estão em lançamento ou construção; 34 aguardam aprovação.

O modelo de remuneração é por permuta financeira com preço mínimo garantido: a Allos cede o terreno e recebe um participativo sobre as vendas da incorporadora, sem assumir risco de incorporação. Resulta em caixa líquido para a companhia.

Oliveira destacou que, no NorteShopping, a venda por m² da Cyrela está 42% acima do previsto. Além disso, moradores vizinhos frequentam os shoppings com frequência cinco vezes maior e gastam 47% acima da média mensal.

Com as 72 torres contratadas, a Allos estima adicionar 40 mil moradores à área de influência primária, composta por residentes com maior poder de compra. O pipeline atual soma 740 mil m² de área, com potencial adicional de 1,7 milhão de m².

Entre os empreendimentos já firmados, 85% são residenciais; os 15% restantes incluem hotéis, hospitais (ex.: Unimed em Maceió, 250 leitos) e usos corporativos. O balanço do primeiro trimestre de 2026 traz resultados fortes.

No período, a empresa registrou vendas de R$ 9,3 bilhões (subiu 6,6%), SSS de 5,0%, receita líquida de R$ 683,3 milhões (alta de 11,8%), EBITDA ajustado de R$ 298,8 milhões (crescimento de 9,7%), e FFO por ação de R$ 0,60.

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