- Segundo DigiTimes, ASUS, Gigabyte, MSI e ASRock esperam queda superior a vinte e cinco por cento nas remessas de placas-mãe em dois mil e vinte e seis.
- O custo da memória RAM subiu de cerca de quinze por cento para mais de trinta por cento do custo total de um PC, o que leva fabricantes de PCs a aumentarem preços ou aceitarem configurações mais fracas.
- As marcas estariam direcionando mais receita para plataformas de inteligência artificial, enquanto placas-mãe e GPUs para o consumidor devem contribuir menos para o crescimento em dois mil e vinte e seis.
- A ASUS projeta enviar cerca de cinco milhões de unidades no primeiro semestre de dois mil e vinte e seis, e o volume anual pode ficar perto de dez milhões, caso a demanda permaneça fraca no segundo semestre.
- O DigiTimes aponta que esse seria o menor volume de remessas da ASUS desde a separação da divisão de placas-mãe em dois mil e oito, e cita atraso da série RTX sessenta para duas mil e vinte e oito, o que reduz o estímulo para upgrades.
A ASUS, Gigabyte, MSI e ASRock projetam queda superior a 25% nas remessas de placas-mãe em 2026, segundo uma reportagem do DigiTimes. A indústria taiwanesa aponta menor dinamismo no setor de desktops para gamers e maior foco em IA pelas fabricantes. A previsão acompanha queda já observada em resultados da AMD.
De acordo com o DigiTimes, as quatro maiores fabricantes reduziram metas de remessas para este ano. O movimento ocorre em meio ao aumento de custos com memória RAM e a menor demanda por upgrades no segmento gamer. A notícia cita impactos diretos no mercado de PCs montados para jogos.
Dados apontam que o custo da memória RAM subiu entre 15% e mais de 30% do custo total de um PC. As marcas de sistemas anunciaram reajustes de preço entre 10% e 20% ou configurações menos robustas para compensar a elevação de custos.
A análise também relaciona menor demanda por jogos a um ciclo de atualização mais lento da NVIDIA GeForce. A DigiTimes indica atraso da série RTX 50 em relação aos ciclos anteriores, sem atualizações desde o início de 2026, e atraso da RTX 60 para 2028.
Entre as empresas, a ASUS projeta enviar cerca de 5 milhões de placas-mãe no 1º semestre de 2026, com queda provável no 2º semestre. O resultado anual pode ficar próximo de 10 milhões de unidades, segundo o relatório.
O documento aponta que ASUS, Gigabyte e ASRock estão redirecionando receita para plataformas de servidores de IA. Placas-mãe e GPUs para consumidores devem contribuir menos para o crescimento da receita em 2026.
| Marca | Remessas 2025 | Meta 2026 | Variação |
|——–|—————-|———–|———-|
| ASUS | 15,0 milhões | 10,0 milhões | ~-33% |
| GIGABYTE | 11,5 milhões | 8,0-8,5 milhões | ~-26% a -30% |
| MSI | 11,0 milhões | 8,4 milhões | ~-24% |
| ASRock | 4,3 milhões | 2,7 milhões | ~-37% |
A DigiTimes indica que a demanda menor por jogos também impacta a atualização de plataformas de consumo. Enquanto as placas de IA ganham prioridade, as placas-mãe para o público final devem resistir menos em 2026.
O relatório cita que, embora as quedas sejam expressivas, a ASUS manteria liderança histórica no mercado de placas-mãe. O canal de distribuição aponta que o desempenho pode variar conforme o ritmo de substituição de componentes e a evolução dos preços de memória.
O texto ainda aponta que a atual conjuntura de CPU e GPU também influencia o mercado. Intel não reserva lançamentos até o Nova Lake, e a AMD foca em modelos de alto desempenho, com Zen 6 previsto para o fim do ano. A expectativa é de que consumidores aguardem opções mais acessíveis.
Conforme o DigiTimes, o cenário aponta para menor empolgação entre jogadores para montar rigs novos neste ano. A notícia ressalta que essa tendência deve permanecer enquanto não houver avanços significativos em memória, armazenamento ou custo-benefício.
Fonte: DigiTimes, com tradução do Videocardz. A reportagem não cita fontes adicionais ou dados adicionais. A conclusão está direcionada apenas aos números de remessas e ao comportamento do mercado conforme o relatório.
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