- A pesquisa da Flash com 300 profissionais de RH aponta que o auxílio academia foi o benefício que mais avançou em 2026, passando de 26% para 41%.
- A saúde física e mental passou a ser tratada de forma integrada, elevando o papel do bem‑estar nas empresas.
- A rotatividade no Brasil subiu de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, gerando impactos na produtividade e no conhecimento da empresa.
- Benefícios tradicionais seguem fortes: vale‑alimentação presente em 82% das organizações, e vale‑refeição e plano de saúde em 78%.
- Entre os acompanhamentos, auxílio educação ficou em terceiro lugar; crédito consignado ganhou 7 pontos percentuais, com atenção à legalidade fiscal para não configurar salário indireto.
Em tempos de menor desemprego e escassez de mão de obra, empresas ampliam pacotes de benefícios para reter talentos. O enfoque tem ido além do vale-refeição e do plano de saúde, ganhando espaço para itens voltados ao bem-estar dos funcionários.
Uma pesquisa da Flash, empresa de gestão de benefícios, ouviu 300 profissionais de RH, desde gerentes até analistas. O estudo aponta que o auxílio academia foi o benefício que mais avançou em 2026, crescendo de 26% para 41%. O seguro de vida continua mais adotado, mas a prática de incentivar atividades físicas ganhou peso estratégico.
Segundo Isadora Gabriel, CHRO da Flash, o contexto pós-pandemia e a atualização da NR-1 ajudaram a consolidar o pacote de bem-estar. A ideia é tratar saúde física e mental de forma integrada, elevando o papel do auxílio academia dentro das organizações.
Benefícios em alta e outros movimentos
Além da academia, benefícios de saúde mental, como terapia e ferramentas de bem-estar, apresentaram crescimento. Andréa Krug, especialista em gestão de pessoas, ressalta que os itens tradicionais seguem fortes, com mudanças no que é considerado bem-estar. A tendência é incluir mais serviços ligados à saúde mental.
No levantamento, o vale-alimentação aparece com 82% de adesão, seguido por vale-refeição e plano de saúde, ambos com 78%. O auxílio educação ocupa a 3ª posição, enquanto o crédito consignado ampliou presença em 7 pontos percentuais. Creches, vale cultura e auxílio home office também cresceram.
A flexibilidade passou a ser um ativo central no mercado. Roberta Rosenburg, especialista em estratégia de negócios, aponta que Auxílios para atividades físicas e terapia online se mantêm em alta, especialmente para quem atua em formato remoto. Limites legais e fiscais foram destacados para evitar que benefícios sejam interpretados como salário irregular.
Rotatividade e impactos nas organizações
No Brasil, a rotatividade é pró-cíclica: sobe quando o emprego está forte. O Ministério do Trabalho aponta alta de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, indicando deserção ou substituição de aproximadamente 1 em cada 3 funcionários em 12 meses. Esse movimento gera custos de conhecimento e queda de produtividade.
Para reduzir esse ciclo, empresas tendem a oferecer pacotes de benefícios mais robustos, incluindo participação acionária, bônus e previdência privada. Mesmo assim, a maioria mantém receitas tradicionais, como vale-alimentação e plano de saúde, como pilares de adesão.
Entre as diferentes dimensões, o auxílio aprendizado/educação figura entre os itens com maior adesão, e o crédito consignado, apesar de alto potencial, aparece com menor aceitação. Isadora Gabriel explica que o consignado ainda carrega tabu e receio de endividamento entre funcionários e RH.
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