- Em 2025, a proporção de domicílios com beneficiários do Bolsa Família ficou em 17,2%, recuada de 1,4 p.p. ante 2024, mas 2,9 p.p. acima de 2019 (14,3%).
- Nordeste (32,4%) e Norte (31,6%) tiveram os maiores percentuais de lares beneficiados; Sul foi a região com menor participação (6,8%).
- No total, 22,7% dos domicílios receberam algum programa social do governo, o que equivale a cerca de 18 milhões de domicílios.
- O rendimento médio dos beneficiários de programas sociais ficou em R$ 870 em 2025, estável ante 2024; comparação com 2019 mostra alta de 71,3% no período.
- Entre os 40% mais pobres, o rendimento domiciliar per capita chegou a R$ 663 em 2025, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua.
A proporção de domicílios brasileiros com beneficiários do Bolsa Família chegou a 17,2% em 2025, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O recuo foi de 1,4 ponto porcentual em relação a 2024, ainda assim 2,9 pontos acima de 2019.
Regiões com maior participação são Nordeste (32,4%) e Norte (31,6%). Sul registrou 6,8%, Sudeste 10,3% e Centro-Oeste 11,0%. Os dados destacam desigualdades regionais na circulação de recursos sociais.
Ampliação de programas sociais
No total, 22,7% dos domicílios recebiam ao menos um benefício público em 2025, incluindo Bolsa Família, BPC-Loas e outros programas. O valor médio recebido ficou em R$ 870, estável em relação a 2024.
Renda dos mais pobres
Entre os 40% mais pobres, o rendimento domiciliar per capita atingiu R$ 663 em 2025, o maior da série. O ganho foi de 4,7% frente a 2024 e 37,6% acima de 2019, impulsionado pelo mercado de trabalho e reajustes do salário mínimo.
Desempenho relativo e contexto
Os 10% com maiores rendimentos ainda ganhavam 13,8 vezes o rendimento dos 40% mais pobres em 2025. O indicador, porém, permaneceu abaixo do observado antes de 2024, refletindo movimentos de distribuição de renda nos últimos anos.
Entre na conversa da comunidade