- A B3 divulgou lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no 1º tri, alta de 33% frente ao mesmo período do ano anterior; ganho por ação recorrente foi de R$ 0,30, elevação de 39%.
- Entrada de capital estrangeiro contribuiu para resultados positivos, com aumento significativo no volume de negociação no trimestre.
- A carteira da B3 atingiu recordes: fevereiro teve maior volume médio mensal de negociação desde cinco anos, e março registrou o maior volume médio mensal de derivativos da história.
- Os negócios recorrentes (renda fixa, dados e serviços de tecnologia) cresceram cerca de 17%, enquanto os pró-cíclicos avançaram mais de 20%.
- Sobre composição de receitas, quase metade vem de renda variável e derivativos; renda variável representa entre 20% e 25% do total. O CFO destacou ambiente de juros alto favorecendo renda fixa, com interesse crescente em BDRs, ETFs e fundos imobiliários.
A B3 divulgou o balanço do 1º trimestre, com números acima das expectativas. O lucro líquido recorrente atingiu R$ 1,5 bilhão, avanço de 33% na base anual, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela atividade de renda variável.
O lucro por ação recorrente ficou em R$ 0,30, alta de 39% frente ao mesmo período do ano anterior. A empresa destacou recordes de volume de negociação, com fevereiro registrando o maior volume médio mensal em cinco anos e março, o melhor mês de derivativos da história.
Desempenho e fatores impulsionadores
A administração apontou que a combinação de fatores, associada à diversificação de negócios, sustentou o resultado. Parte dos ganhos veio de operações pró-cíclicas, expostas a juros e apetito por risco, e outra parte de serviços mais estáveis, como renda fixa, dados e tecnologia.
Segundo a diretoria, quase metade da receita vem de mercados de renda variável e derivativos, e a outra metade de negócios recorrentes. A renda variável representa entre 20% e 25% do total, incluindo ações, ETFs e BDRs.
Perfil de investidor e cenário de IPOs
O CFO afirmou que o investidor estrangeiro ainda representa parcela pequena do portfólio global, mas vem diversificando alocações desde o fim do ano passado. O Brasil se posiciona de forma mais favorável em relação a peers emergentes.
Sobre IPOs, o executivo destacou o caso recente da Compass como sinal encorajador, mas ressaltou que ainda não é possível confirmar uma nova janela de estreias. O pipeline permanece robusto, mas a demanda é o principal desafio.
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