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CEO da Embraer afirma que não há impacto da guerra

Embraer não aponta impacto imediato da guerra na demanda; vendas permanecem estáveis, mas alta de combustíveis pode atrasar planos de expansão

Empresa de aviação encontrou clareza no momento mais difícil, apostou em algumas áreas e conseguiu se reerguer. Crédito: Ariel Liborio (Edição)
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  • O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que, até o momento, a guerra no Oriente Médio não provocou impacto direto nas vendas ou nas entregas de jatos da empresa.
  • Ele disse que o aumento dos custos com combustível pode afetar planos de expansão e renovação de frota, mas não houve perdas de interesse nem adiamentos observados.
  • A Azul Linhas Aéreas, cliente da Embraer, manterá recebimento de aviões para 2026, com apenas quatro jatos previstos até dezembro, enquanto a companhia já reduziu a oferta de voos no primeiro trimestre em 2,7% de capacidade.
  • Gomes Neto reforçou que a Embraer trabalha para aumentar eficiência e controle de custos, mantendo posição favorável no segmento de pequeno porte e corredor único.
  • O executivo ressaltou que as vendas de aviões comerciais em 2026 podem ficar abaixo de 2025, porém o ano deve seguir como positivo.

A alta dos combustíveis, consequência da guerra no Oriente Médio, ainda não provocou impactos diretos na Embraer. O presidente Francisco Gomes Neto afirmou nesta sexta-feira que, apesar de a situação ser difícil, não houve desistências de compra nem adiamentos de entregas de jatos no momento. A fabricante acompanha de perto o cenário global.

Durante teleconferência com analistas e a imprensa, Gomes Neto destacou que não houve alterações no ritmo de vendas de aeronaves comerciais nem de executiva. A empresa trabalha para reduzir custos e aumentar a eficiência, preparando-se para possíveis desdobramentos futuros.

Apesar do contexto desafiador, o executivo disse que a Embraer está bem posicionada, com destaque para sua aeronave de pequeno porte e corredor único, que atrai crescente interesse. O presidente também pontuou que as vendas previstas para 2026 podem ficar abaixo de 2025, mas o desempenho ainda deve ser positivo.

Azul e expectativas de entregas

Em tom semelhante, o CEO da Azul, John Rodgerson, ressaltou que as companhias aéreas não desejam receber grandes quantidades de aeronaves neste ano. A afirmação reflete o ajuste de demanda diante da incerteza no setor global.

A Azul, cliente da Embraer, mantém a entrega de aeronaves para 2026, mesmo diante da possibilidade de reduzir voos no ano. No 1º trimestre, a empresa registrou queda de 2,7% na capacidade. A companhia já havia reduzido suas encomendas e deverá receber apenas quatro jatos até dezembro.

A Embraer sustenta que, mesmo com dificuldades setoriais, está bem posicionada para enfrentar o cenário. A empresa continua avaliando cenários e buscando eficiência operacional, sem indicar mudanças abruptas nas perspectivas.

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