- Rendimento médio de todas as fontes subiu 5,4% em 2025, para 3.367 reais, o maior da série, com 143 milhões de brasileiros (67,2% da população) tendo algum tipo de renda.
- Renda do trabalho ficou em média em 3.560 reais, alta de 5,73%, e 47,8% da população teve rendimento trabalhista.
- Outras fontes responderam por 27,1% da população; rendimentos de programas sociais caíram de 9,2% para 9,1%, enquanto aposentadoria, aluguel e pensão cresceram.
- Renda domiciliar per capita atingiu 2.264 reais, alta de 6,89%; a renda de empregos representa 75,1% da média mensal das famílias.
- O Índice de Gini ficou em 0,491, mantendo desigualdade; os 10% mais ricos tiveram ganho de 8,7% e os 40% com menores rendimentos tiveram aumento de 3,1%.
O rendimento médio de todas as fontes de renda da população residente no Brasil aumentou 5,4% em 2025, passando de R$ 3.195 para R$ 3.367. O dado é do IBGE e representa o maior valor já registrado. Mesmo assim, a desigualdade voltou a crescer.
No total, 143 milhões de brasileiros tinham algum tipo de renda em 2025, o que corresponde a 67,2% da população. Entre esse grupo, a renda média alcançou R$ 3.367, superando o recorde da série histórica da PNad Contínua.
A parcela que recebe renda do trabalho subiu para 47,8% da população, com rendimento médio de R$ 3.560. O valor representa alta de 5,73% frente a 2024 e é o maior patamar da série histórica.
Rendas provenientes de outras fontes atingiram 27,1% da população. Mesmo com leve recuo dos benefícios sociais, houve aumento na participação de aposentadoria/pensão, aluguel, pensão alimentícia e outras fontes.
Desigualdade em alta
O Índice de Gini, que mede concentração de renda, subiu de 0,487 para 0,491 no último ano. O indicador permanece abaixo dos picos de 2018 e 2019, quando atingiu 0,506.
A Região Sul continua menos desigual, com Gini de 0,445. O Nordeste permanece a região mais desigual, em 0,507, seguido pelo Norte, Centro-Oeste e Sudeste, que registraram altas moderadas.
Renda por grupos
Os 10% com maior renda tiveram ganho de 8,7%, de R$ 8.385 para R$ 9.117. Entre os 40% com menor renda, houve alta de 3,1% no rendimento per capita, chegando a R$ 268.
O rendimento domiciliar por habitante foi de R$ 2.264, recorde, com alta de 6,89% em relação a 2024. O ganho acumulado desde 2019 é de 18,9%.
Composição dos ganhos
Três quartos do rendimento domiciliar vêm do trabalho, representando 75,1%. A aposentadoria responde por 16,4%, auxílios de governos por 3,5% e aluguéis por 2,1%.
A PNad Contínua aponta que, apesar do crescimento nominal, a desigualdade se manteve em nível elevado, sustentada pela concentração de renda entre as camadas mais abastadas. O estudo reforça a importância de políticas públicas para reduzir desigualdades persistentes.
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