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Dólar fecha abaixo de R$4,90 pela 1ª vez em 2 anos, com EUA e Oriente Médio

Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde 15 de janeiro de 2024, com payroll acima do esperado e pressão para o Fed manter juros; petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
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  • O dólar fechou em R$ 4,8942, queda de 0,59%, pela primeira vez abaixo de R$ 4,90 desde 15 de janeiro de 2024.
  • O Ibovespa subiu 0,49%, encerrando aos 184.108 pontos.
  • Nos EUA, o payroll de abril registrou 115 mil vagas, com desemprego estável em 4,3%, alimentando a expectativa de juros elevados por mais tempo.
  • Tensão no Oriente Médio, com novos ataques no Estreito de Ormuz, elevou o preço do petróleo: Brent em US$ 100,59 e WTI em US$ 94,92.
  • Mercados globais: Wall Street fechou em alta, enquanto bolsas na Europa recuaram e as da Ásia subiram, com destaques para alta do Nikkei e dos índices chineses.

O dólar fechou em queda de 0,59% nesta sexta-feira, cotado a R$ 4,8942. Foi a primeira vez que a moeda encerrou abaixo de R$ 4,90 desde 15 de janeiro de 2024 (R$ 4,8657). O recuo interrompeu uma queda recente após manter patamar acima de 4,90 na semana.

O Ibovespa acompanhou o movimento, subindo 0,49% e fechando aos 184.108 pontos. O desempenho envolve índices locais com leitura positiva para o setor externo, aliada a dados de jobs dos EUA que apontaram força do mercado de trabalho.

Na agenda de indicadores, o payroll de abril dos EUA mostrou a geração de 115 mil vagas, acima do esperado. A taxa de desemprego ficou em 4,3%, estável, derrubando temores de arrefecimento rápido da atividade. A leitura reforça a hipótese de juros elevados por mais tempo pelo Fed.

Tensão no Oriente Médio e petróleo

A escalada de tensões entre EUA e Irã voltou a pressionar o petróleo, com novos ataques no Estreito de Ormuz, via estratégica rota de transporte de energia. Forças americanas disseram ter atingido petroleiros vazios que tentavam atravessar o bloqueio naval, para impedir a passagem.

O Irã não comentou oficialmente o episódio até a última atualização, enquanto a imprensa estatal local mencionou explosões próximas ao estreito. O contexto ocorre em meio a um cessar-fogo frágil entre os dois países e aumenta o risco de interrupções na oferta global.

Reflexos de preço: o Brent subiu para US$ 100,59 por barril, alta de 0,53%. O WTI avançou 0,12%, para US$ 94,92. Mercados globais passaram a monitorar impactos na inflação e nos custos de energia.

Mercados globais

Nos EUA, Wall Street fechou em alta: Dow Jones subiu 0,02%, S&P 500 ganhou 0,83% e Nasdaq Composite avançou 1,71%. Na Europa, as bolsas tiveram recuo, com o Stoxx 600 -0,7%. Londres caiu 0,43%, Frankfurt 1,32% e Paris 1,09%.

Na Ásia, o pregão foi positivo. Em Xangai, o índice principal subiu 0,48%, assim como o CSI300, com alta de 0,48%. Hong Kong teve avanço de 1,57% e Tóquio registrou alta expressiva de 5,58%, com o Nikkei aos 62.833 pontos.

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