- O dólar fechou em queda no Brasil, a R$ 4,89, menor valor de fechamento desde 16 de janeiro de 2024, com recuo global da moeda.
- Na semana, o dólar caiu 1,13% frente ao real.
- O dólar à vista caiu 0,55%, para R$ 4,8961; o dólar futuro para junho operava em R$ 4,9180, queda de 0,83%.
- O índice do dólar caiu 0,37%, a 97,864 pontos.
- Dados de emprego dos EUA em abril mostraram criação de 115 mil vagas, acima das 62 mil estimadas, mantendo a taxa de desemprego em 4,3%, o que alimenta a expectativa de manutenção de juros pelo Federal Reserve.
O dólar encerrou em queda no Brasil na sexta-feira, 8, cotado a R$ 4,89. O recuo acompanha movimento externo, após dados de emprego nos EUA sugerirem menor risco de juros mais elevados pelo Fed.
O dólar à vista caiu 0,55%, para R$ 4,8961, menor fechamento desde 16 de janeiro de 2024. Na semana, a moeda Americana recuou 1,13% frente ao real. O dólar futuro para junho operava em R$ 4,9180, queda de 0,83%.
O índice do dólar, que mede a moeda frente a uma cesta de seis divisas, recuou 0,37%, para 97,864 pontos. Nos EUA, foram criados 115 mil empregos em abril, acima dos 62 mil estimados, com a taxa de desemprego estável em 4,3%.
Além dos dados de emprego, o otimismo com uma solução para o conflito no Oriente Médio sustentou o tom favorável ao risco no exterior, influenciando o câmbio brasileiro. O mercado avaliou a possibilidade de continuidade de um cenário de juros elevados ainda não confirmado.
Mercado interno e impactos no real
No Brasil, a combinação de dólar mais fraco globalmente, juros ainda elevados, fluxo para emergentes e melhoria nos termos de troca ajudaram o real a buscar níveis próximos às mínimas do ano. O petróleo acima de US$ 100 também contribuiu para o cenário favorável.
Especialista destaca fatores estruturais
Segundo Bruno Shahini, da Nomad, o aperto de juros ainda é um componente relevante, mas o ajuste cambial tende a manter o real próximo de patamares baixos frente ao dólar. O momento favorece moedas ligadas a commodities e estratégias de carry.
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