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Empresas faturam bilhões com a guerra no Irã

Guerra no Irã amplia lucros de petroleiras, bancos e defesa, enquanto energia renovável ganha com a diversificação energética

As empresas que estão ganhando bilhões com a guerra no Irã - (crédito: BBC Geral)
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  • A guerra no Irã elevou os preços da energia, ampliando os lucros de petroleiras europeias como BP, Shell e TotalEnergies no primeiro trimestre, enquanto ExxonMobil e Chevron tiveram queda em relação ao ano anterior.
  • Os bancos do grupo dos grandes lucros dispararam com o aumento do trading: JP Morgan atingiu US$ 11,6 bilhões, ajudando o setor a registrar US$ 47,7 bilhões de lucro nos três primeiros meses de 2026.
  • O setor de defesa foi beneficiado pela demanda por defesas aéreas, mísseis e equipamentos militares, com a BAE Systems apontando expectativa de crescimento em 2026; atuais grandes fornecedores tiveram atrasos em pedidos.
  • A energia renovável ganhou impulso como diversificação, com NextEra Energy valorizando 17% e ganhos para Vestas, Orsted e Octopus Energy, além de maior interesse em geração solar e bombas de calor.
  • O conflito acena com a reabastecimento de arsenais por parte de governos, ajudando setores de defesa e pesando no cenário de energia, com preços do petróleo ainda acima dos níveis anteriores ao conflito.

O conflito no Irã segue impactando mercados globais, elevando preços de energia e movimentando lucros de empresas em setores chave. O estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo, teve interrupção no fim de fevereiro, aumentando a volatilidade. Enquanto famílias enfrentam impactos, algumas companhias aparecem com ganhos expressivos.

Entre as petrolíferas, as variações de preço favoreceram gigantes europeias com operações de trading. A BP registrou lucro no 1º trimestre de US$ 3,2 bilhões, sustentado pela trading. A Shell reportou US$ 6,92 bilhões em ganhos. A TotalEnergies teve lucro de US$ 5,4 bilhões no mesmo período. ExxonMobil e Chevron registraram quedas frente ao ano anterior, mas superaram previsões e esperam crescimento com o petróleo acima de níveis pré-guerra.

Petróleo e gás

Com o aumento global dos preços de energia, cerca de 20% do petróleo mundial transita pelo estreito de Ormuz. A volatilidade beneficia traders e grandes companhias. O desempenho depende de como os mercados assimilam o risco geopolítico e a oferta global.

Grandes bancos

A demanda por operações de trading elevou a rentabilidade de bancos de investimento. O JPMorgan Chase alcançou US$ 11,6 bilhões em receita de trading, o segundo maior lucro trimestral da história da instituição. No agregado, os lucros dos seis maiores bancos subiram nos 3 primeiros meses de 2026.

Defesa

O setor de defesa aparece entre os mais beneficiados pela incerteza de segurança global. A demanda por sistemas de defesa aérea, mísseis e drones cresce, especialmente nos EUA e Europa. Entre os players, a BAE Systems indicou projeções de crescimento em 2026, citando aumento de gastos públicos com defesa.

Energia renovável

A instabilidade energética aumenta o interesse por fontes limpas. A NextEra Energy teve valorização de 17% de suas ações neste ano, impulsionada pela transição energética. Vestas, Orsted e Octopus Energy também registraram ganhos, refletindo a busca por diversificação de suprimentos energéticos.

Empresas chinesas de veículos elétricos acompanham o movimento de maior demanda por energia limpa, alimentada pela alta dos combustíveis fósseis. A agenda de governos e investidores indica foco em resiliência energética diante de choques no Oriente Médio.

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