- A guerra no Irã elevou os preços de energia, beneficiando grandes empresas de petróleo com lucros expressivos no início de 2026, especialmente na Europa.
- Entre as gigantes do petróleo, BP teve lucro acima de 3,2 bilhões de dólares no primeiro trimestre; Shell registrou 6,92 bilhões de dólares; TotalEnergies teve lucro próximo de 5,4 bilhões de dólares, enquanto ExxonMobil e Chevron registraram queda em relação ao ano anterior, mas superaram as previsões.
- Os bancos do grupo conhecido como Big Six também tiveram ganhos, com o JPMorgan reportando receita recorde de 11,6 bilhões de dólares no primeiro trimestre, elevando o total do grupo a 47,7 bilhões de dólares.
- O setor de defesa aparece entre os mais beneficiados pela demanda de armas e sistemas de proteção, com empresas como BAE Systems, Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman registrando backlog de pedidos recorde no fim de março de 2026.
- A crise destacou a importância das renováveis, com investidores buscando diversificação; NextEra Energy teve alta de cerca de 17% no ano, e fabricantes como Vestas e Orsted apresentaram lucros crescentes, além de queda sensível nas vendas de painéis solares no Reino Unido em meio à demanda por energia limpa.
O conflito entre os EUA, Israel e Irã ampliou a pressão sobre o custo de vida global, com impactos econômicos ao redor do mundo. Enquanto famílias e governos enfrentam elevações em tarifas e preços de energia, algumas empresas registram lucros expressivos.
Na prática, o setor de petróleo e gás lidera os ganhos, impulsionado pela volatilidade dos preços. Exportadores europeus, com operações de trading, aparecem entre os maiores beneficiados pela oscilação do mercado. BP quadruplicou o lucro no trimestre, Shell superou expectativas com lucro de quase 7 bilhões de dólares, e TotalEnergies teve alta de quase um terço, para 5,4 bilhões de dólares.
No entanto, gigantes globais de petróleo dos EUA, ExxonMobil e Chevron, mostraram resultados menores frente ao ano anterior, devido a interrupções na região, embora ainda tenham superado previsões e esperem melhora conforme o preço do petróleo se mantém elevado.
Setores que lucram com o conflito
Os bancos também aproveitaram a volatilidade. O braço de trading do JP Morgan registrou 11,6 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, contribuindo para o segundo maior lucro trimestral da instituição. A linha de grandes bancos — Bank of America, Morgan Stanley, Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo e JP Morgan — teve alta de lucros no trimestre.
Ao todo, os bancos do grupo reportaram 47,7 bilhões de dólares em lucros no período. Analistas destacam que o aumento de volumes de negociação favorece instituições que atuam com trading e gestão de ativos, diante de busca por ativos mais seguros.
Na defesa, empresas do setor relatam demanda aquecida. Analistas ressaltam reforço de capacidades em defesa aérea, sistemas anti-misseis e hardware militar diante de ameaças globais. BAe Systems espera crescimento de vendas e lucros este ano, citando maior gasto governamental em defesa.
Principais contratos com Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman aparecem com backlogs recordes ao fim do 1º trimestre de 2026, sinalizando pedidos robustos. Mesmo assim, ações do setor recuaram desde março, diante de temores de supervalorização.
No campo das renováveis, a visão de diversificação se intensifica. Investidores passaram a ver energia limpa como forma de estabilidade diante de choques. NextEra Energy teve subida de 17% nas ações, enquanto Vestas e Ørsted registraram lucros crescentes.
No Reino Unido, a demanda por soluções sustentáveis ganhou impulso, com a Octopus Energy destacando aumento de vendas de painéis solares e bombas de calor. O impulso nos preços do petróleo elevou também a procura por veículos elétricos, especialmente entre montadoras chinesas.
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