- Os EUA criaram 115 mil empregos em abril, com a taxa de desemprego estável em 4,3%.
- Os ganhos ficaram concentrados em saúde, transportes e armazenagem, varejo e assistência social (106 mil em quatro setores).
- Empregos no governo federal caíram 348 mil desde novembro de 2024, e houve perdas no setor de informações.
- As revisões indicam 185 mil empregos criados em março e queda de 156 mil em fevereiro.
- O mercado de trabalho segue pressionado pela incerteza econômica causada pelo conflito no Oriente Médio, com o Federal Reserve mantendo as taxas de juros.
O Escritório de Estatísticas Trabalhistas dos EUA informou que o país ganhou 115 mil empregos em abril, mantendo a taxa de desemprego em 4,3%. A surpresa ocorreu em meio a incertezas econômicas provocadas pela guerra entre EUA, Israel e Irã.
Economistas previam cerca de 55 mil vagas, com a taxa de desemprego estável em 4,3%. No dia anterior, o departamento do Trabalho informou que 200 mil pessoas solicitaram seguro-desemprego na semana, ligeiramente acima da anterior.
O sólido resultado ficou concentrado nos setores de assistência médica, transporte e armazenagem, varejo e assistência social, que juntos criaram 106 mil novas vagas. Ocorreram perdas no governo federal e no setor de informações.
Um porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, comentou nas redes sociais que o relatório de empregos de abril superou as expectativas, atribuindo o desempenho a uma trajetória econômica sólida, segundo ele.
Mudanças significativas no último ano, como tarifas, demissões no governo, políticas migratórias e agora o aumento dos preços do petróleo, seguem repercutindo na economia e no mercado de trabalho do país.
O Bureau de Estatísticas também revisou dados de meses anteriores: março teve aumento de 185 mil empregos, bem acima das previsões. Em fevereiro, houve uma perda de 156 mil vagas, cifra revisada de uma queda inicial de 92 mil.
Empregadores privados acrescentaram 109 mil vagas em abril, segundo a ADP, o maior aumento desde janeiro de 2025. Cresceram empregos na saúde e em construção, comércio, transporte e utilidades, enquanto serviços profissionais recuaram 8 mil.
Nela, a economista-chefe da ADP, Drª Nela Richardson, afirmou que tanto grandes quanto pequenas empresas contratam, porém observa sinais de fragilidade no segmento intermediário. Grandes possuem recursos, pequenas, agilidade.
A inflação elevada, o ritmo lento de criação de empregos em alguns setores e o conflito no Oriente Médio contribuíram para orquestrar dúvidas sobre a política monetária. O Fed manteve as taxas estáveis na última decisão.
O banco central monitora a evolução do emprego e da inflação para cumprir seu mandato duplo. A expectativa é que decisões futuras considerem o cenário de turbulência internacional e indicadores de mercado.
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