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EUA criam 115 mil empregos em abril, maior ganho em dois meses desde 2024

EUA criam 115 mil empregos em abril; desemprego fica em 4,3% e o mercado de trabalho mostra resistência frente ao aumento de custos de energia, com maior ganho bimestral desde 2024

Payroll: EUA criaram 115.000 empregos em abril, maior ganho em dois meses desde 2024
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  • Em abril, a economia dos EUA criou 115 mil empregos não agrícolas, o maior ganho em dois meses desde 2024.
  • A taxa de desemprego ficou em 4,3% no mês.
  • Os principais aumentos ocorreram em saúde, transporte e armazenagem, e varejo; empregos em serviços de entrega e mensageiros subiram quase 38 mil, o maior desde 2020; indústria manufatureira caiu levemente.
  • A participação na força de trabalho caiu para 61,8% em abril, e a taxa de desemprego abrangente subiu para 8,2%; desemprego entre 20 a 24 anos ficou em 7,6%, e entre negros em 7,3%.
  • Informe sustenta a percepção de alguns sinais de resiliência no mercado de trabalho, com espaço para manter juros estáveis pelo Fed, diante de incertezas da inflação e da guerra com o Irã.

Os empregadores dos EUA criaram 115 mil empregos não agrícolas em abril, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho. O ganho ficou acima do esperado e sinaliza resistência do mercado de trabalho, mesmo com custos de energia elevados pela guerra com o Irã. A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%.

O desempenho de abril confirma o segundo mês consecutivo de contratação acima do previsto. Liderou o avanço o setor de saúde, seguido por transportes, armazenagem e varejo, enquanto a indústria manufatureira registrou leve queda. O ganho total sugere aquecimento após um ano de crescimento mais fraco.

Na leitura da pesquisa domiciliar, a taxa de participação caiu para 61,8%, a menor desde out/2021, e o desemprego broad aumentou para 8,2%. Jovens entre 20 e 24 anos tiveram alta de 7,6% e o desemprego de negros chegou a 7,3%. A leitura de salários mostrou alta de 0,2% de abril, com avanço anual de 3,6%.

Setores com mais vagas

O setor de saúde impulsionou a geração de empregos, mantendo-se como motor do marché de trabalho nos últimos meses. Entre os destaques, serviços de entrega e mensageiros somaram quase 38 mil vagas, o maior número desde 2020. Construção civil e lazer-hotelaria cresceram pelo segundo mês consecutivo.

Perspectivas e inflação

Economistas veem espaço para manter juros estáveis pelo Fed, diante de riscos inflacionários da guerra com o Irã. O mercado de trabalho resiliente amplia a confiança na atividade econômica, apesar de pressões de custo não persistentes, segundo analistas. O mercado também acompanha ajustes salariais e variações no consumo.

Impacto setorial e tecnologia

Empresas de tecnologia, como Meta e Microsoft, reduziram quadro de empregados, parcialmente para equilibrar investimentos em IA. O emprego no setor de TI caiu pelo 16º mês consecutivo, segundo o relatório, acompanhando o cenário de reassentamento de mão de obra.

Observações finais do relatório

O relatório combina dados de payroll das empresas e domicílios, com a taxa de desemprego calculada pela pesquisa domiciliar. O documento também aponta que o avanço de empregos pode indicar recuperação mais forte no setor industrial, apoiada por resultados de PMI e pesquisas regionais do Fed.

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