- Em abril, as exportações brasileiras de algodão somaram 370,4 mil toneladas, o maior volume já registrado para o mês, com receita de US$ 560,6 milhões, alta de 54,9% em volume e 43,7% na receita ante abril de 2025.
- Anea aponta que o algodão brasileiro ganhou consistência comercial ao longo do ano, exportando em ritmo forte mesmo em meses tradicionalmente fracos.
- O recorde mensal anterior ocorreu em dezembro do ano passado, com mais de 450 mil toneladas.
- Bangladesh foi o principal comprador em abril, com 18,4% dos embarques, seguido por Paquistão (17,5%), China (14,8%), Vietnã (12,2%), Turquia (11,8%) e Índia (11%).
- A Índia mantém demanda após o fim da isenção tarifária para importação e consolida o Brasil como fornecedor regular; o Brasil tem estoques elevados após safra recorde de 2024/25 (mais de 4 milhões de toneladas), com previsão de 3,8 milhões de toneladas na safra 2025/26 e estoques finais estimados em 2,6 milhões de toneladas.
As exportações de algodão do Brasil atingiram 370,4 mil toneladas em abril, o maior volume já registrado para o mês. O dado, divulgado pela Anea com base em informações oficiais, também mostra receita de US$ 560,6 milhões, alta de 43,7% frente a abril de 2025.
O crescimento de 54,9% no volume reflete uma tendência de maior consistência comercial ao longo do ano. A Anea atribui o desempenho à competitividade, confiança de compradores e à consolidação do Brasil como fornecedor regular para a indústria global.
Bangladesh foi o principal destino das exportações brasileiras em abril, com 18,4% dos embarques, seguido por Paquistão (17,5%) e China (14,8%). Índia, Vietnã, Turquia e outros responderam pelos demais volumes.
Desempenho e perspectivas
A competitividade brasileira persiste mesmo com o fim, em dezembro do ano passado, da isenção tarifária para algodão importado pela Índia, que se manteve como comprador relevante. A Anea destaca a consolidação do mercado brasileiro.
O Brasil iniciou a temporada 2025/26 com safras em andamento, com previsão de produção de 3,8 milhões de toneladas. Estoques elevados marcam a temporada, em contraste com as exportações que devem superar 3 milhões de toneladas.
A última visão da Conab indica estoques finais de 2,6 milhões de toneladas para 2025/26, sustentando a capacidade de suprimento interna sem prejudicar o fluxo de exportação.
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