- A fintech Naskar Gestão de Ativos interrompeu operações no Distrito Federal e em São Paulo, deixando milhares de clientes sem acesso aos investimentos.
- A empresa, que teria cerca de 3 mil clientes e captou aproximadamente R$ 900 milhões, está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.
- Reclamações no Reclame Aqui passaram de quarenta entre terça e quinta, envolvendo bloqueio do app, resgate e falta de retorno da empresa.
- Relatos apontam perdas milionárias para clientes, com valores como R$ 3,9 milhões, R$ 2,3 milhões e R$ 1 milhão investidos.
- Sócios não costumam responder, app permanece fora do ar e a Naskar afirmou ter ocorrido perda na base de dados, com recuperação de informações e normalização previstas para os próximos dias.
A fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda interrompeu suas operações nesta semana, afetando clientes no Distrito Federal e em São Paulo. Milhares ficaram sem acesso aos investimentos, com promessas de rendimento fixo de 2% ao mês que deixaram dúvidas sobre a operacionalização dos recursos.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso, avaliando possível fraude, apropriação indevida ou outras irregularidades. A apuração acompanha relatos de investidores, que não conseguem resgatar valores nem obter informações oficiais.
Segundo a Naskar, houve perda na base de dados, e equipes técnicas trabalham na recuperação e auditoria das informações. O processo de circularização aos clientes deve ocorrer ao longo da próxima semana, com previsão de normalização dos serviços nos dias seguintes.
Repercussão e relatos de investidores
Investidores relatam bloqueio de acesso ao aplicativo e ausência de pagamentos. O site Reclame Aqui registrou mais de 40 ocorrências entre terça e quinta desta semana, com queixas sobre impedimento de resgate e falta de retorno da empresa.
Dados obtidos pelo portal Metrópoles indicam perdas significativas. Custos individuais relatados vão de milhares a milhões de reais, com casos de investidores que acumulavam valores altos na carteira.
Situação dos Sócios e desdobramentos
Os dirigentes Marcelo Arantes, Rogério Vieira e Maurício Jahu não estariam respondendo a contatos. As redes sociais da empresa seguem sem atualização, e o aplicativo permanece fora do ar.
Entre os relatos, um empresário no DF afirma ter R$ 3,9 milhões investidos e um bancário, R$ 2,3 milhões. Um investidor aposentado informou ter aportado R$ 1 milhão, enquanto outros investidores aguardam posicionamento oficial.
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