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Goldman Sachs vê espaço para carry trade em emergentes após choque do petróleo

Goldman Sachs vê espaço para carry trade em emergentes após choque do petróleo, com real, peso e rand entre as moedas mais atrativas

Goldman Sachs vê espaço para ‘carry trade' em emergentes após choque do petróleo
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  • Goldman Sachs vê espaço para carry trade em moedas emergentes mesmo após o choque do petróleo envolvendo Irã e EUA, com rendimentos reais mais elevados por mais tempo.
  • O banco destaca que o carry está hoje mais alto do que no início do ano e deve cair mais devagar, mantendo a atratividade de moedas como real brasileiro, peso mexicano e rand sul-africano.
  • No Brasil, o real ganha destaque por combinar alto carry, melhoria nos termos de troca e beta positivo ao risco, sustentando a moeda mesmo com valorização recente.
  • O peso colombiano aparece com cautela, diante de volatilidade política e expectativa de impacto eleitoral sobre decisões do banco central, reduzindo a relação risco-retorno no curto prazo.
  • O peso mexicano é visto com exposição ao ciclo econômico dos Estados Unidos e com potencial de estabilização do carry após o esperado corte do Banxico, influenciado pela dinâmica de energia e política monetária.

O Goldman Sachs aponta que o carry trade em moedas emergentes continua atraente mesmo após o choque no petróleo provocado pelo conflito entre Irã e EUA. A instituição destaca que a elevação dos rendimentos reais sustenta a atratividade de ativos como o real brasileiro, o peso mexicano e o rand sul-africano.

Segundo o banco, o carry está mais alto do que no início do ano e acima das médias históricas. A expectativa é de que a queda nas taxas reais seja mais lenta, o que mantém o diferencial de juros favorável aos emergentes e sustenta as estratégias de câmbio.

A mudança de cenário também reflete o uso de commodities energéticas como eixo de suporte para diversas moedas. Além disso, o Goldman Sachs ressalta que a volatilidade geopolítica reforça a relevância dos termos de troca na geração de retorno das cestas de carry.

Brasil ganha protagonismo entre as moedas latino-americanas

Na América Latina, o real brasileiro lidera entre as moedas com carry, frente ao peso colombiano, que também oferece alto rendimento. O banco destaca que o Brasil combina carry elevado, melhoria nos termos de troca e beta positivo ao risco, fatores que sustentam a moeda.

O relatório aponta que as taxas reais de política monetária devem permanecer mais altas até o fim de 2026, após revisões para cima dos juros nominais. A valorização recente do real é citada como reflexo dessa expectativa.

Chile e Colômbia sob cautela

O peso colombiano aparece com avisos: a relação risco-retorno tende a ficar menos favorável no curto prazo devido a ruído político antes das eleições. O banco ressalta que esse ambiente eleva a vulnerabilidade da moeda a decisões de política cambial.

Embates eleitorais e sinais de que fatores políticos influenciam o banco central aparecem como fatores de risco para o carry na região. A deterioração da percepção de subvalorização do peso aumenta a sensibilidade a resultados eleitorais.

Estratégias de carry ganham definição

Em outro relatório, a estrategista Teresa Alves aponta que a menor volatilidade implícita e o atraso dos cortes alimentam o interesse por estratégias de carry. Ela afirma que níveis de carry permaneceram estáveis e justificam uma janela de desempenho superior para emergentes.

Alves observa que cestas com menos moedas em posições de carry superaram estratégias amplas, refletindo a relação entre apetite por risco e termos de troca. As moedas preferidas pelo banco permanecem: real, florim húngaro, peso mexicano e rand sul-africano.

México e condições externas

Sobre o México, o peso demonstra exposição ao ciclo econômico dos EUA, em um cenário de crescimento resiliente. O peso mexicano pode se estabilizar após o último corte de juros do Banxico, com a deterioração dos termos de troca do México sendo relativamente contida frente ao petróleo.

O Goldman Sachs projeta que essa dinâmica continue influenciando o desempenho das moedas emergentes nos próximos meses, enquanto bancos centrais mantêm cautela diante de pressões inflacionárias ligadas à energia e da volatilidade geopolítica. Fonte: serviço de notícias.

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