- O faturamento da indústria de transformação avançou 3,8% em março ante fevereiro e ficou 9,8% acima de dezembro de 2025, mas caiu 4,8% no 1º trimestre frente ao mesmo período de 2024.
- A produção mostrou alta de 1,4% em março, terceiro mês seguido de crescimento; no acumulado do 1º trimestre, houve recuo de 1,5% em relação a 2025.
- A Utilização da Capacidade Instalada subiu de 77,5% para 77,8% em março, ainda abaixo do nível de 2024, sugerindo espaço para ampliar a produção sem novos investimentos.
- O emprego na indústria recuou 0,3% em março, a quinta queda em sete meses; no 1º trimestre, a queda acumulada é de 0,7%.
- Salários reais caíram em março (massa salarial -2,4% e rendimento real -1,8%), mas, no 1º trimestre, a massa salarial subiu 0,8% e o rendimento real avançou 1,5% em relação ao mesmo período de 2024.
O faturamento da indústria de transformação brasileira avançou em março, segundo a pesquisa Indicadores Industriais da CNI. O órgão divulgou os dados nesta sexta-feira, 8, apontando recuperação parcial da atividade, ainda que o setor tenha perdas em relação ao ano anterior devido a juros elevados e queda da demanda.
O estudo mostra que, na comparação com fevereiro, o faturamento cresceu 3,8% em março e ficou 9,8% acima de dezembro de 2025. No entanto, no acumulado do primeiro trimestre de 2025, houve recuo de 4,8% frente ao mesmo período de 2024.
Produção avança pelo terceiro mês seguido, indicando ritmo gradual de atividade. Em março, as horas trabalhadas cresceram 1,4%. Mesmo assim, o indicador para o trimestre acumula queda de 1,5% ante 2024, sinalizando demanda fraca.
A indústria ampliou levemente a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que subiu de 77,5% para 77,8% no mês. Segundo a CNI, ainda existe espaço para aumentar a produção sem novos investimentos, diante de maquinaria e mão de obra disponíveis.
Emprego no setor segue em queda. Em março, houve queda de 0,3% no emprego, a quinta queda em sete meses. No trimestre, o recuo é de 0,7%, apontando cautela entre empresas diante de atividade mais fraca.
Salários apresentam retração em março, com queda de 2,4% na massa salarial e de 1,8% no rendimento médio real. No entanto, no agregado do trimestre, a massa salarial subiu 0,8% e o rendimento médio avançou 1,5% frente ao primeiro trimestre de 2024.
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