- Faturamento da indústria de transformação subiu 3,8% em março frente a fevereiro.
- O setor ainda acumula queda de 4,8% no primeiro trimestre de 2026 ante o mesmo período de 2025.
- Horas trabalhadas na produção industrial cresceram 1,4% em março, terceiro mês seguido de alta, mas o volume do trimestre caiu 1,5% em relação ao mesmo período de 2025.
- Utilização da capacidade instalada passou de 77,5% para 77,8% entre fevereiro e março, indicando parte do parque fabril ocioso.
- Emprego na indústria recuou 0,3% de fevereiro a março; a massa salarial caiu 2,4% e o rendimento real caiu 1,8% no mês, ainda acima dos valores do primeiro trimestre de 2024.
O faturamento da indústria de transformação avançou 3,8% em março, na comparação com fevereiro, conforme indicadores da Confederação Nacional da Indústria. O dado foi divulgado na sexta-feira, 8 de maio de 2026, pelo CNI.
A recuperação aponta para um reaquecimento da atividade após o recuo no fim de 2025, porém o setor acumula queda de 4,8% no 1º trimestre de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior. Juros elevados e demanda fraca pesam sobre o desempenho.
O ritmo de alta em março deixou o faturamento 9,8% acima do patamar de dezembro de 2025, ainda que a comparação anual siga negativa, indicando recuperação gradual.
Horas trabalhadas e utilização da capacidade
As horas trabalhadas na produção industrial cresceram 1,4% em março, segundo a CNI, após altas de 0,8% em janeiro e 0,6% em fevereiro.Mesmo com a sequence positiva, o volume do trimestre recua 1,5% ante 2024.
A Utilização da Capacidade Instalada subiu de 77,5% para 77,8% entre fevereiro e março, sinalizando parte do parque fabril ainda ocioso, segundo a entidade.
Mercado de trabalho e remuneração
O emprego na indústria recuou 0,3% de fevereiro para março, marcando a quinta retração em sete meses. O total de vagas no setor caiu 0,7% no 1º trimestre ante o mesmo período de 2025.
A massa salarial na indústria caiu 2,4% em março, e o rendimento médio real caiu 1,8% no mês. Mesmo assim, ambos os indicadores permanecem acima dos níveis registrados no 1º trimestre de 2025.
Contexto econômico
Analista da CNI afirma que a demanda por bens industriais ainda perde força por causa do ciclo de alta da taxa básica de juros iniciado em 2024. O ritmo de consumo e investimento foi afetado, impactando o faturamento setorial.
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