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M.Dias Branco tem lucro de R$ 106,3 milhões no 1º trimestre

Lucro de R$ 106,3 milhões no 1º trimestre eleva EBITDA da M.Dias Branco, com recuo de volumes e preço no segmento principal e ganho de participação nos biscoitos

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  • Lucro líquido de 106,3 milhões no primeiro trimestre, alta de 53,2% vs o mesmo período de 2025.
  • Ebitda de 195,9 milhões, avanço de 21,8% com margem de 8,8%.
  • Receita líquida de 2,217 bilhões, estável frente ao ano anterior (-0,4%); volume comercializado de 407,5 mil toneladas, alta de 3,4%.
  • Receita do principal segmento (biscoitos, massas e margarinas) caiu 0,9% na base anual; porém houve ganho de participação de mercado de 1,9 ponto percentual em biscoitos.
  • Investimentos de 171,7 milhões no trimestre, 90,6% acima do registrado em 2025, com foco em renovação de parque fabril, eficiência energética e automação.

A M.Dias Branco fechou o 1º trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 106,3 milhões, ante R$ 69,4 milhões no mesmo período de 2025. O Ebitda alcançou R$ 195,9 milhões, alta de 21,8% sobre o 1T de 2025, que foi de R$ 160,9 milhões.

A receita líquida somou R$ 2,217 bilhões, queda marginal de 0,0% em relação ao 1T de 2025, quando ficou em torno de R$ 2,208 bilhões. O volume comercializado atingiu 407,5 mil toneladas, avanço de 3,4%.

A margem Ebitda ficou em 8,8%, frente 7,3% há um ano. A alavancagem (dívida líquida/ebitda) passou de 0,1 para 0,6 vez no comparativo anual.

Desempenho por segmento

A receita do segmento de produtos principais (biscoitos, massas e margarinas) caiu 0,9%, para R$ 1,667 bilhão. O ambiente de consumo mais retraído pesou sobre volumes e unidades vendidas.

A receita do segmento de moagem e refino de óleos (farinhas, farelo e gorduras industriais) subiu 2,8%, para R$ 428,8 milhões. O grupo de adjacências (bolos, snacks e molhos) teve alta de 10,4%, para R$ 121,1 milhões.

O preço médio de todas as categorias caiu 2,9% na comparação anual, de R$ 5,60 para R$ 5,40 por kg. Em relação ao trimestre anterior, houve recuo de 4,9%.

A empresa informou que a retração de volumes decorre de um ambiente de consumo mais conservador, com menor confiança e maior endividamento familiar. Por outro lado, houve ganho de participação de mercado de 1,9 p.p. na categoria de biscoitos.

Investimentos e perspectivas operacionais

No último trimestre, foram investidos R$ 171,7 milhões, 90,6% acima do mesmo período de 2025. A maior parte foi destinada a manutenção (72,8%), com 27,2% para expansão.

Os aportes prioritários incluíram projetos de otimização e renovação de parque fabril, além de iniciativas de eficiência energética e automação industrial. O foco inicial fica na categoria de biscoitos para reduzir custos e aumentar produtividade.

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