- Em dois mil e dezoito, executivos da Microsoft ficaram céticos quanto a investir mais na OpenAI, ainda quando a parceria com a empresa se mostrava promissora.
- E-mails trocados entre mais de uma dúzia de executivos indicam que visits à OpenAI não sinalizavam avanços claros em IA geral e havia receio de perder espaço para a Amazon caso o apoio fosse menor.
- Em 2017, OpenAI pedia cerca de $300 milhões em serviços de nuvem da Microsoft, enquanto a OpenAI ainda precisava de mais poder computacional para seguir o projeto.
- Um estudo interno mostrou que o investimento incremental poderia custar aproximadamente $150 milhões, e havia risco de OpenAI migrar para a AWS sem retorno claro para a Microsoft.
- Mesmo com a cautela, a Microsoft acabou tornando‑se o principal financiador da OpenAI entre 2019 e 2023, com cerca de $13 bilhões em dinheiro e créditos de nuvem; a Intel representa a relação na época, até ser questionada no processo Musk v. Altman.
Microsoft executives expressaram ceticismo sobre OpenAI em 2018, quando a organização ainda era um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos. A comunicação interna mostra receios de manter o financiamento, mesmo diante do potencial da parceria com a gigante de tecnologia.
Entre os contatos, estavam o CEO Satya Nadella e outras lideranças da Microsoft. Em 2017, a OpenAI buscava mais recursos computacionais para avançar, enquanto a equipe interna avaliava o impacto de apoiar um projeto que poderia evoluir para algo maior ou favorecer concorrentes como a Amazon.
Os e-mails revelam que, naquela época, não havia consenso sobre a viabilidade de investimentos adicionais. Algumas áreas da Microsoft viam valor técnico limitado e riscos de prejudicar a imagem pública ao apoiar um grupo com foco em máquinas que superam o desempenho humano.
A operação de OpenAI fazia então uso de poder computacional limitado, com planos de aumentar conforme o progresso. A ideia de financiar a OpenAI era discutida, mas havia preocupações sobre retorno e compatibilidade com as prioridades da Microsoft.
Em paralelo, surgiram temores de que o não apoio financeiro pudesse empurrar a OpenAI para a Amazon, principal fornecedora de nuvem. Do outro lado, havia expectativa de que o apoio poderia gerar ganhos estratégicos, especialmente após a formação da OpenAI com fins lucrativos.
Mais tarde, em 2018, a Microsoft anunciou um investimento histórico de 1 bilhão de dólares na OpenAI, após a criação de um braço lucrativo pela lab. A parceria abriu caminho para o desenvolvimento de tecnologias de IA na nuvem Azure.
Entretanto, a relação entre Microsoft e OpenAI evoluiu desde então. Entre 2019 e 2023, a Microsoft foi o principal financiador, com cerca de 13 bilhões de dólares em caixa e créditos de computação em nuvem. O caso em tela envolve agora o impacto dessa relação no período inicial.
A ação judicial Musk v. Altman traz para o centro do debate as transações e escolhas estratégicas entre as duas organizações. Os advogados de Elon Musk apresentaram os e-mails para traçar a evolução do relacionamento com a OpenAI e a participação financeira da Microsoft.
Nadella, que deverá depor em breve, participa de uma análise mais ampla sobre a forma como a parceria moldou o caminho da OpenAI. A disputa jurídica revisita decisões tomadas nos anos 2010 para entender o papel da Microsoft no ecossistema da OpenAI.
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