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Operação em SP mira lavagem de dinheiro ligada ao ‘Diabo Loiro’

Operação Caronte investiga lavagem de dinheiro em São Paulo; bloqueio de R$ 10 milhões e 11 mandados, envolvendo Eduardo Magrini e familiares com empresas de laranjas

Á esquerda, dinheiro apreendido na Operação Caronte. Á direita, Diabo Loiro ostentando nas redes sociais | Reprodução PC/Instagram
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  • A operação Caronte, da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público, investiga lavagem de dinheiro e cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em cidades como Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
  • Entre os investigados está Eduardo Magrini, o influenciador e produtor rural conhecido como “Diabo Loiro”, que ostentava patrimônio milionário nas redes sociais.
  • A suspeita é de que empresas de sócios laranja de transporte e rodeio movimentavam recursos de origem criminosa para dar aparência legal aos valores; o filho dele também é alvo de mandados.
  • A Justiça bloqueou R$ 10 milhões em contas ligadas aos suspeitos, além de veículos, bens e apreensão de caminhões, carros, dinheiro em espécie e animais, entre eles o boi Império.
  • As investigações começaram em 2016 e avançaram com análises de dados fiscais e bancários; Magrini já havia sido preso preventivamente em operação anterior do GAECO de Campinas.

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação Caronte, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. Entre os investigados está o produtor rural e influenciador Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, ex-padastro de MC Ryan SP.

Segundo as investigações, empresas de sócios laranja de transporte e rodeio eram usadas para movimentar recursos de origem criminosa e dar aparência legal aos valores. Magrini ostentava patrimônio milionário nas redes sociais, o que ajuda a relacioná-lo às empresas alvo.

A Justiça bloqueou R$ 10 milhões em contas ligadas aos suspeitos e determinou o congelamento de bens, incluindo veículos. A operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

Desdobramentos da ação e bens apreendidos

Durante a operação, foram apreendidos caminhões, carros, dinheiro em espécie e animais, entre eles bois e cavalos. Um dos animais apreendidos foi o boi Império, considerado um dos mais bem avaliados do país pelos investigadores.

O filho de Magrini também é alvo de mandados de busca. A polícia suspeita que ele tenha movimentado dinheiro ilícito por meio de empresas do ramo musical. As investigações sobre lavagem de dinheiro começaram em 2016 e incluem análises de dados fiscais e bancários.

Em 2023, Magrini já havia sido preso preventivamente em Campinas, em uma investigação do GAECO, sob suspeita de participação em um plano do PCC para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho.

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