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Ouro sobe 2% na semana e tenta superar o trauma da guerra

Ouro fecha a semana com alta de 1,95%, sustentado pela queda do dólar, expectativa de resolução no Oriente Médio e impulso da compra chinesa de ouro

Barra de ouro — Foto: Pixabay
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  • Ouro encerrou a sexta-feira em alta de 0,44% na Comex, a US$ 4.720,40 por onça-troy, com ganho semanal de 1,95%.
  • Na semana, o metal soma quarto pregões de alta, impulsionado pela expectativa de uma resolução do conflito no Oriente Médio.
  • O recuo do dólar externo e dos rendimentos dos Treasuries contribuem para o desempenho positivo, mesmo com o avanço do petróleo.
  • O mercado aguarda a resposta do Irã à proposta de paz dos Estados Unidos; o cessar-fogo permanece frágil, após novas ofensivas dos EUA contra o Irã, consideradas uma resposta a ataques iranianos não provocados, segundo o Pentágono, enquanto o presidente Donald Trump afirma que o armistício continua em vigor.
  • Analista destaca que o Banco Popular da China realizou, em abril, a maior compra de ouro desde 2024, dando suporte ao metal diante de riscos inflacionários provocados pela guerra no Irã.

O ouro fechou a sexta-feira em alta contida, marcando a quarta sessão de ganhos e aproximando-se de retomar o terreno perdido com a guerra no Golfo. O avanço ocorreu diante de esperanças por uma resolução do conflito no Oriente Médio e da busca por resposta iraniana a uma proposta de paz dos EUA.

Os contratos futuros com entrega para junho na Comex, divisão da Nymex, fecharam em alta de 0,44%, a US$ 4.720,40 por onça-troy. Na semana, o ganho chega a 1,95%, sustentado pela fraqueza do dólar e pela queda dos rendimentos de Treasuries.

Há cautela entre traders diante da resposta do Irã à proposta de paz ainda nesta sexta? o cessar-fogo entre EUA, Irã e aliados permanece frágil. Ontem, o Pentágono informou novas ofensivas contra o Irã, classificadas como resposta a ataques iranianos não provocados. Mesmo assim, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o armistício permanece em vigor.

Contexto geopolítico e demanda de ouro

Soojin Kim, analista de mercado do MUFG, aponta que o Banco Popular da China fez, em abril, a maior compra de ouro desde 2024, o que sustentou o metal diante de riscos inflacionários ligados ao conflito no Irã.

O recuo do dólar no exterior também contribuiu para o movimento positivo, assim como a queda nos rendimentos dos Treasuries, segundo analistas. O avanço do petróleo não freou a elevação do ouro nesta sessão.

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