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Petróleo sobe com dúvidas sobre paz no Irã, mas cai mais de 6% na semana

Petróleo avança acima de US$ 100 com dúvidas sobre paz no Irã, mas encerra a semana com queda superior a 6% e riscos no Estreito de Ormuz

— Foto: Getty Images
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  • O barril Brent com vencimento em julho subiu 1,22%, a US$ 101,29, e caiu 6,42% na semana.
  • O petróleo WTI com vencimento em julho avançou 0,64%, a US$ 95,42, registrando queda de 6,32% na semana.
  • EUA e Irã se acusaram mutuamente de ataques no Estreito de Ormuz, ampliando as dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo.
  • O presidente Donald Trump disse que o acordo permanece válido e afirmou que ataques foram apenas um “toque leve”; Washington diz ter destruído alvos iranianos.
  • O risco de interrupções no comércio via Estreito de Ormuz continua, com analistas destacando volatilidade e possibilidade de preços elevados por mais tempo.

Petróleo sobe acima de US$ 100 o barril após dias de altas dúvidas sobre a paz no Irã. Entrosando-se com os últimos ataques no Estreito de Ormuz, o mercado acompanha a deterioração das perspectivas de cessar-fogo entre EUA e Irã, apesar de avanços diplomáticos recentes terem acalmado temporariamente as negociações.

O Brent para julho fechou em US$ 101,29, alta de 1,22% na sessão e queda semanal de 6,42%. O WTI, também para julho, avançou 0,64%, para US$ 95,42, com recuo semanal de 6,32%. Os dois referenciais permanecem acima de US$ 100, sustentando o tom volátil do mercado.

Na quinta-feira, EUA e Irã trocaram acusações sobre ataques na região, alimentando dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo. Trump disse que o acordo continua válido e minimizou os incidentes, chamando-os de “toques leves”.

Forças americanas teriam destruído alvos iranianos ligados aos episódios, incluindo drones e pequenas embarcações, segundo declarações de autoridades dos EUA. O episódio evidencia o risco de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Risco de interrupções no petróleo

O Estreito de Ormuz, rota pela qual passava cerca de 20% do petróleo global, continua sob preocupação. Em meio aos ataques, sabotagens e tensões entre as partes, o trânsito de navios permanece afetado.

Analistas da ANZ ressaltam que o otimismo com a normalização do fluxo marítimo diminuiu diante de relatos de novas operações de escolta de navios que os EUA teriam estudado retomar. O banco aponta preço em “montanha-russa”.

Mais tarde, a suspensão temporária da Operação Freedom sinalizou retração de ações militares diretas na região, mas não pacificou as incertezas. A instituição analisa que o risco de fracasso nas negociações deve manter o petróleo volátil nas próximas semanas.

Analistas do Citi esperam estabilização gradual dos mercados após a recente volatilidade no Oriente Médio, porém reiteram que o processo pode manter pressões elevadas sobre os preços por mais tempo.

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