- Renda média mensal por pessoa em 2025 foi de R$ 2.264, maior valor já registrado pela PNAD desde o início da série, com alta real de 6,9% sobre 2024.
- O cálculo considera todos os rendimentos recebidos pelos membros da família e os divide pelo total de moradores; entram salários, aposentadorias, pensões, benefícios, aluguel e aplicações, entre outros.
- Diferenças por região: Distrito Federal lidera com R$ 4.401, São Paulo tem R$ 2.862, enquanto o Nordeste apresenta R$ 1.470, as menores referências. No conjunto, Sul e Centro-Oeste ficam entre os destaques.
- Em 2025, a PNAD mostrou 212,7 milhões de pessoas, sendo 143 milhões com algum rendimento (67,2% da população); 75,1% do rendimento vem do trabalho e 24,9% de outras fontes.
- A renda média de trabalho foi de R$ 3.560 em 2025; a soma de todas as fontes chegou a R$ 3.367, com ganho de 5,4% frente a 2024.
O rendimento médio mensal por pessoa no Brasil alcançou R$ 2.264 em 2025, indicador que registra alta real de 6,9% ante 2024. É o maior valor já apurado pela PNAD desde o início da série, em 2012. O levantamento foi divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro.
A metodologia consolida todos os rendimentos dos integrantes das famílias e divide pelo número de moradores do domicílio. Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão, benefícios, aluguel e aplicações financeiras.
Desempenho por estado e região
O Distrito Federal lidera com renda per capita de R$ 4.401, seguido por São Paulo (R$ 2.862) e Rio Grande do Sul (R$ 2.772). Piores posições ficam em Ceará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231).
A região Sul registra o maior valor médio (R$ 2.734), à frente do Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Nordeste (R$ 1.470) e Norte (R$ 1.558) apresentam os menores rendimentos.
Origem dos rendimentos
Setenta e cinco inteiros por cento do rendimento mensal vem do trabalho, enquanto 24,9% vêm de outras fontes. Entre estas, aposentadoria e pensão respondem por 16,4%; programas sociais, 3,5%; aluguel, 2,1%.
Na região Nordeste, 67,4% do rendimento é oriundo do trabalho, e 32,6% vem de outras fontes. A participação de aposentadorias é de 20,4%, e o peso de programas sociais chega a 8,8%, o maior do país em relação a esse tipo de benefício.
Renda individual
Em 2025, o Brasil contou com 212,7 milhões de pessoas, das quais 143 milhões recebiam algum rendimento (67,2%), o maior patamar já registrado. A parcela com renda do trabalho atingiu 47,8% da população, e 27,1% recebia outras fontes.
A parcela de aposentadoria e pensão entre os que possuem renda chegou a 13,8%. O analista Gustavo Fontes aponta envelhecimento populacional como fator relevante para esse componente.
O rendimento médio mensal envolvendo todas as fontes foi de R$ 3.367 em 2025, alta de 5,4% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado tanto pelo trabalho quanto por outras fontes de renda.
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