- A renda média mensal por pessoa nas famílias brasileiras atingiu 2.264 reais em 2025, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua.
- O indicador subiu 6,9% em relação a 2024 e acumula alta de 18,9% desde 2019.
- O rendimento médio mensal de todas as fontes chegou a 3.367 reais em 2025, aumento de 5,4% frente a 2024.
- O trabalho continua sendo a principal fonte de renda, com 47,8% dos residentes recebendo renda do trabalho e rendimento médio habitual de 3.560 reais.
- Desigualdade persiste: domicílios que recebem Bolsa Família tiveram rendimento per capita de 774 reais; os 10% mais ricos ganham, em média, 13,8 vezes mais que os 40% de menor renda.
A renda média mensal por pessoa nas famílias brasileiras chegou a R$ 2.264 em 2025, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua, segundo o IBGE. O avanço foi de 6,9% ante 2024, com ganho acumulado de 18,9% desde 2019.
O rendimento médio mensal de todas as fontes por pessoa atingiu R$ 3.367 em 2025, alta de 5,4% frente ao ano anterior. Ao todo, 67,2% dos 212,7 milhões de brasileiros tiveram algum rendimento em 2025, ou 143 milhões de pessoas.
A pesquisa aponta o trabalho como principal fonte de renda. Em 2025, 47,8% dos residentes tinham rendimento do trabalho, enquanto 27,1% recebiam de outras fontes como aposentadorias e programas sociais.
A massa de rendimentos do trabalho somou R$ 361,7 bilhões mensais, o maior valor já registrado, com quatro anos seguidos de expansão acima de 6%. A região com maior rendimento médio do trabalho é o Centro-Oeste (R$ 4.133), seguida pelo Sul (R$ 4.026) e pelo Sudeste (R$ 3.958).
Norte e Nordeste apresentam os menores valores médios, ainda que com crescimento recente. Entre domicílios que recebem Bolsa Família, o rendimento domiciliar per capita ficou em R$ 774, menos de 30% do observado nas famílias sem o benefício.
A desigualdade persiste. Em 2025, os 10% mais ricos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com menores rendimentos, concentrando 40,3% da massa de rendimentos domiciliares.
Apesar da recuperação, o IBGE ressalta diferenças regionais e sociais significativas na distribuição dos ganhos no Brasil.
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