- Samarco registrou prejuízo líquido de US$ 1,12 bilhão no primeiro trimestre, influenciado por efeitos cambiais e despesas com a reparação do rompimento da barragem de Mariana, apesar de vendas mais fortes.
- Receita líquida foi de US$ 403,6 milhões, 12% acima do registrado no mesmo período de 2025, com crescimento das vendas ajudando a compensar a queda de preços.
- Vendas totalizaram 3,2 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro no trimestre, ante 2,8 milhões no 1º trimestre de 2025; produção total foi de 3,8 milhões de toneladas, alta de 18%.
- EBITDA ajustado somou US$ 192,7 milhões, queda de 23% na comparação anual; o custo caixa C1 subiu para US$ 47,7 por tonelada, influenciado pela valorização do real frente ao dólar.
- Fluxo de caixa livre operacional foi de US$ 183 milhões, alta de 7%; fluxo de caixa livre total ficou em US$ 129,8 milhões, queda de 44% por maiores desembolsos ligados à reparação; a companhia opera com cerca de 60% da capacidade e mantém plano de investir R$ 13,8 bilhões até 2028 para retornar à plena produção.
A Samarco, joint venture entre Vale e BHP, registrou prejuízo líquido de US$ 1,12 bilhão no primeiro trimestre. O resultado, negativo frente ao mesmo período de 2025, reflete impactos cambiais e despesas com a reparação do rompimento da barragem de Mariana, apesar de receita e vendas mais fortes.
A receita líquida somou US$ 403,6 milhões, levemente acima dos US$ 400,4 milhões de um ano antes, com avanço de 12% nas vendas de pelotas e finos de minério de ferro. A produção total ficou em 3,8 milhões de toneladas, 18% acima do 1T24.
O resultado financeiro negativo totalizou US$ 1,25 bilhão no trimestre, impactado principalmente pela variação cambial sobre passivos de US$ 965 milhões e por despesas financeiras relacionadas à reparação, de US$ 371 milhões, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira.
Segundo o diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos, Gustavo Selayzim, o resultado líquido é explicado principalmente por efeitos ligados aos passivos de reparação, sem impacto no caixa da companhia. Ele reforçou que a companhia ainda não observou fluxo de caixa decorrente dessas obrigações.
O EBITDA ajustado ficou em US$ 192,7 milhões, queda de 23% ante o 1T24, pressionado por custos mais elevados e pela queda dos preços praticados. O custo caixa (C1) subiu 14%, para US$ 47,7 por tonelada, devido à valorização do real frente ao dólar.
A Samarco informou fluxo de caixa livre operacional de US$ 183 milhões no trimestre, alta de 7% ante igual período, mas o fluxo de caixa livre total recuou 44%, para US$ 129,8 milhões, em função de maiores desembolsos ligados à reparação.
No âmbito da reparação, a empresa reportou execução de US$ 320,2 milhões em obrigações para 2026 até o fim de março. Desse total, US$ 267 milhões foram cobertos por aportes dos acionistas neste ano, com o restante financiado anteriormente.
A mineradora opera com cerca de 60% da capacidade instalada e mantém o plano de investir R$ 13,8 bilhões até 2028 para retomar 100% da produção, acompanhando a etapa 3 da retomada operacional.
O rompimento da barragem de Fundão ocorreu em 2015, resultando em cinco anos sem operação e causando dezenas de mortes, além de danos socioambientais na bacia do Rio Doce.
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