- PNAD Contínua aponta 79,3 milhões de domicílios particulares permanentes em 2025, alta de 18,9% desde 2016 (mais 12,6 milhões).
- A maioria é de domicílios próprios quitados (60,2%), 23,8% alugados; imóveis destinados à locação passaram de 12,2 milhões para 18,9 milhões entre 2016 e 2025.
- Casas representam 82,7% e apartamentos 17,1%; o número de apartamentos cresceu 48,7% entre 2016 e 2025.
- Domicílios unipessoais chegaram a 19,7% em 2025, com predominância entre homens de 30 a 59 anos e mulheres acima de 60.
- O estudo conjunto de PNAD Contínua e do GRI Institute aponta avanço do setor: 453 mil unidades lançadas em 2025, VGV de R$ 264,2 bilhões, crescimento de 10,6%; há emergências de novas centralidades, com a Keeta chegando ao Brasil e a Porte preparando o quinto empreendimento na região do Eixo Platina (Metria 624) para 2026.
O mercado imobiliário brasileiro manteve o ritmo de expansão em 2025, conforme dados do GRI Institute e da PNAD Contínua. Houve aumento no total de lançamentos, crescimento de investimentos e melhoria prevista no crédito, com recorde de 453 mil unidades lançadas e VGV de R$ 264,2 bilhões no ano passado.
A PNAD Contínua do IBGE aponta que o Brasil atingiu 79,3 milhões de domicílios particulares permanentes em 2025, alta de 18,9% desde 2016. A participação de imóveis alugados subiu para 23,8%, num quadro de transformação da demanda habitacional.
Casas continuam representando a maioria das residências, mas a participação de apartamentos cresceu 48,7% entre 2016 e 2025, sinalizando verticalização. Um em cada cinco domicílios é ocupado por apenas uma pessoa, sobretudo entre homens de 30 a 59 anos e mulheres acima de 60.
Cenário de demanda e planejamento urbano
Especialistas dizem que a mudança no perfil dos moradores influencia o desenho de empreendimentos. A mobilidade, a praticidade e a integração com a cidade passam a orientar decisões de compra e locação, com maior foco em soluções conectadas ao dia a dia.
A Porte Engenharia e Urbanismo cita o papel de tecnologias embarcadas, eficiência operacional e relação com o entorno urbano como fatores relevantes. A empresa destaca o movimento de uso misto e a consolidação de novas centralidades no entorno de centros urbanos.
Movimento de centralidades e exemplos regionais
O grupo aponta a mudança de eixo de atuação, com lógica mais distribuída e o surgimento de centralidades integradas à mobilidade. O objetivo é ampliar a oferta de serviços e atividades econômicas em diferentes regiões, mantendo a conexão com a infraestrutura existente.
Um exemplo é a chegada da Keeta ao Brasil, instalando operação em unidade da Regus no empreendimento Almagah 227, no Tatuapé, em São Paulo. A atuação sinaliza novas centralidades corporativas em áreas com potencial de expansão urbana.
Projetos e perspectivas locais
A Porte planeja abrir o quinto empreendimento na região leste de São Paulo em 2026, o Metria 624, com opções para empresas e integração ao Eixo Platina. A empresa ressalta também intervenções de recuperação ambiental e requalificação urbana em áreas industriais já consolidadas.
De acordo com o executivo, a ocupação de áreas antigas e a reuso de espaços industriais acontecem em cidades como São Paulo, com foco em conectividade e serviços para moradores e trabalhadores. O planejamento busca alinhar moradia, mobilidade e atividade econômica.
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