- Exportações brasileiras para os EUA caíram 11,3% em abril em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme a Secretaria de Comércio Exterior.
- Mesmo com a queda, a balança comercial entre Brasil e EUA ficou com superávit de US$ 20 milhões no mês.
- O setor siderúrgico é o principal atingido pela tarifa imposta por Donald Trump, segundo o economista Mauro Rochlin.
- Rochlin afirma que, se as negociações avançarem, pode haver alívio para o setor e aumento nas exportações.
- Lula anunciou a criação de uma comitiva para discutir as tarifas com os EUA, com objetivo de resolver a questão em até 30 dias após a reunião com Trump.
O setor siderúrgico foi o principal alvo do tarifaço imposto por Donald Trump, segundo avaliação de especialistas. Exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 11,3% em abril ante o mesmo mês de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior. Mesmo assim, a balança manteve superávit de US$ 20 milhões para o Brasil no período.
Economista ouvido pela imprensa destacou o efeito direto para o setor. O aço figura como o principal produto da pauta brasileira enviada aos EUA, e há expectativa de melhora caso as negociações avancem. A análise aponta que, se as tratativas ganharem andamento, o setor pode ter maior dinamismo nas exportações.
Antes de retornar ao Brasil nesta quinta-feira, Lula informou ter acertado com Trump a criação de uma comitiva para discutir as tarifas. O objetivo é solucionar a controvérsia tarifária em até 30 dias, conforme declaração do presidente brasileiro durante a viagem.
Comitiva para discutir tarifas
A proposta de comitiva visa reunir representantes dos dois países para negociar os encargos aplicados a produtos brasileiros. A expectativa é iniciar as discussões ainda nesta semana, com perspectivas de alívio para o setor siderúrgico caso haja acordo. Detalhes sobre a composição da delegação não foram divulgados.
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