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Tempestade perfeita eleva o IGP-DI à maior taxa em quase 5 anos, aponta FGV

FGV aponta tempestade perfeita para alta do IGP-DI; IPA-DI atinge 3,09%, com petróleo e insumos elevando varejo, construção e energia

Um dos destaques da alta do índice foi a disparada de 9,01% para 30,75% dos preços de sacos ou sacolas de plástico para embalagem, cuja elaboração leva em conta insumos conectados ao petróleo — Foto: Clarissa Bell/Pixabay
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  • IGP-DI acelerou de 1,14% em março para 2,41% em abril, a maior taxa desde maio de 2021 (3,4%).
  • IPA-DI, com peso de sessenta por cento no IGP-DI, subiu de 1,38% para 3,09% em abril, puxado por altas em commodities ligadas ao petróleo.
  • No atacado, embalagens de plástico para embalagem subiram de 9,01% para 30,75% entre março e abril, com influências de custos de petróleo; carne bovina e leite in natura também tiveram altas.
  • No varejo, IPC-DI avançou de 0,67% para 0,88% de março a abril, com gasolina mais cara e passagens aéreas subindo 3,68%.
  • O INCC-DI subiu de 0,54% para 1,00% no período, pressionado por custos de materiais e fertilizantes, ampliando o ambiente de pressões inflacionárias.

O IGP-DI acelerou de 1,14% para 2,41% de março para abril, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice atingiu a maior taxa desde maio de 2021 (3,4%), com componentes de atacado, varejo e construção civil exibindo alta.

O IPA-DI, responsável por 60% do IGP-DI, subiu de 1,38% para 3,09% em abril. A FGV aponta que a elevação está ligada a aumentos de preços em comodities relacionadas ao petróleo. O pesquisador Matheus Dias destaca que esse choque foi determinante para a alta.

Entre os principais movimentos, houve aumento expressivo nos preços de embalagens plásticas, cuja variação passou de 9,01% para 30,75% no atacado de março a abril, influenciada por custos atrelados ao petróleo. A trajetória reflete o cenário de conflito no Oriente Médio.

O ciclo da pecuária, com abate de matrizes, reduz a oferta de carnes, elevando o atacado de bovinos (3,52%) e o leite in natura (8,84%) em abril, contribuindo para o IPA-DI. A restrição de oferta se soma a pressões sobre fertilizantes e adubos, com o estreito de Ormuz citando como fator.

No varejo, o IPC-DI subiu de 0,67% para 0,88% de março para abril, puxado pela gasolina, cuja alta foi de 3,84%. O aumento dos combustíveis impacta as tarifas de transporte e serviços, pressionando preços ao consumidor.

O INCC-DI, indicador da construção civil, avançou de 0,54% para 1% entre março e abril. O componente, que responde por 10% do IGP-DI, é influenciado pelo encarecimento de materiais e equipamentos. Essa leitura reforça o efeito coordenado de custos na ponta final.

Segundo Dias, os efeitos de guerra no Oriente Médio, queda de oferta de insumos e o abatimento de matrizes ainda não se encerraram. O economista afirma que a recuperação de preços pode continuar nos próximos meses, mantendo a possibilidade de novas acelerações do IGP-DI.

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