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Todas as empresas são de tecnologia; a origem da receita é o diferencial, BAT

BAT investe em startups no Brasil para chegar a cinquenta por cento da receita não combustíveis até 2035, com fundo global de US$ 3,5 bilhões

Claudia Woods, presidente da BAT Latam/South, tem trajetória no mercado de tecnologia e chegou à empresa para levar sua transformação digital a um novo patamar
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  • A BAT Latam/South quer que até 2035 metade da sua receita venha de produtos não combustíveis, através do hub de investimentos Btomorrow Ventures, com operação no Brasil a partir de 2026.
  • O fundo global da BAT acumula cerca de US$ 3,5 bilhões, com aproximadamente US$ 1,2 bilhão já alocados; no Brasil, já foram feitos investimentos minoritários, como Mais Mu (R$ 30 milhões) e Uello (R$ 20 milhões, posteriormente adquirida pela Renner).
  • O objetivo é transformar o Brasil em base para inovação em bens de consumo e tecnologia para o varejo, encurtando o caminho entre inovação e escala por meio do conceito T-Factor (transformação).
  • O portfólio do Btomorrow inclui projetos como Awake (chocolate com cafeína) e Ride (shots de consumo rápido), conectando startups à rede de distribuição da BAT e oferecendo know-how de mercado.
  • A BAT não atua com venda de vapes no Brasil hoje, devido à regulamentação; a empresa acompanha possibilidade de mudança regulatória, mas opera no país dentro das regras atuais.

A BAT (British American Tobacco) avança com transformação digital para reduzir a dependência do fumo. A executiva Claudia Woods, presidente da BAT Latam/South, explica que a empresa busca receita de bens de consumo e tecnologia até 2035, com um hub de investimentos no Brasil.

A líder traz sua experiência de Uber, Webmotors e WeWork para a BAT, fortalecendo a visão de tecnologia no core tradicional da companhia. O objetivo é conectar inovação tecnológica ao varejo e à cadeia de valor da empresa.

A BAT fomenta a mudança com o hub Btomorrow Ventures, sediado em São Paulo. O fundo corporate venture capital mira dois investimentos no Brasil até o fim do ano e atua como ponte entre startups e a rede de distribuição da BAT.

BAT no Brasil e no SPIW

A empresa sediada em Londres planeja ter pelo menos 50% da receita vinda de produtos não combustíveis até 2035. O hub brasileiro busca acelerar esse movimento, conectando startups ao ecossistema de distribuição do varejo.

Claudia Woods será destaque do São Paulo Innovation Week, que ocorre de 13 a 15 de maio no Pacaembu e na Faap. O evento é organizado pelo Estadão, em parceria com a Base Eventos, e reúne inovação e negócios.

Portfólio e estratégias de investimento

No portfólio global do Btomorrow Ventures há mais de 31 empresas, como Awake e Ride, com foco em consumo e tecnologia para o varejo. A ideia é ampliar marcas próprias e soluções rápidas para o consumidor.

No Brasil, a BAT já investe em startups como Mais Mu e Uello. A Mais Mu recebeu cerca de R$ 30 milhões em três rodadas, com participação minoritária, e a Uello recebeu cerca de R$ 20 milhões, tendo sido adquirida pela Renner.

Objetivos operacionais da relação com startups

A BAT busca acelerar o crescimento de startups com captação de recursos e know-how de distribuição. A ideia é ampliar pontos de venda, reduzir desperdícios e adaptar produtos rapidamente aos ciclos de consumo.

A atuação não condiciona as startups a venderem exclusivamente para a BAT. A empresa oferece sua expertise, logística e rede de distribuição para impulsionar o crescimento de parceiros, sem adquirir controle majoritário.

Ecossistema agritech e atuação no agro

O grupo mantém o Brazil Labs, um dos maiores laboratórios de agrotecnologia da América Latina, voltado a soluções de sementes, solo, clima e monitoramento. A gestão é interna, com foco em tecnologia aplicada ao agro.

Produtores rurais são tratados como independentes, com a BAT apoiando a gestão de abastecimento e a inovação em várias culturas. O modelo reforça a presença da BAT no agro desde 1903.

Visão para o varejo e o futuro

A executiva destaca que o Brasil tem um ecossistema de inovação fértil, com grande capacidade de levar startups a escala global. O objetivo é encurtar o caminho entre inovação e aplicação prática no varejo.

Woods reforça que o novo ecossistema de investimentos visa conectar tecnologia, consumo e distribuição, acelerando o crescimento de empreendedores com soluções para o mercado brasileiro e além.

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