- Em 2025, o turismo em unidades de conservação federais teve contribuição de R$ 20,3 bilhões ao PIB, com R$ 40,7 bilhões em vendas e R$ 9,8 bilhões em renda para famílias.
- Foram 28,5 milhões de visitas, recorde histórico desde o início do monitoramento em 2000.
- O setor gerou quase 332 mil empregos, com retorno econômico de R$ 15,60 para cada real investido.
- O estudo utiliza a metodologia Tempa e envolve 346 unidades de conservação que protegem 79 milhões de hectares terrestres e 93 milhões de hectares marinhos.
- O Parque da Tijuca recebeu quase 5 milhões de visitantes; há queda no desmatamento e incentivo à gestão por concessões em UCs.
O turismo em unidades de conservação federais atingiu 28,5 milhões de visitas em 2025, gerando 20,3 bilhões de reais de contribuição ao PIB. A receita total das UCs foi de 40,7 bilhões de reais, com 9,8 bilhões destinados a renda para famílias.
Ao todo, as UCs federais movimentaram o equivalente a mais de 332 mil empregos, com retorno econômico de 15,60 reais para cada real investido na cadeia do turismo. O estudo é da 4ª edição do Tempa, elaborado pelo ICMBio com dados de 2025.
Paralelamente, o parque percorreu quase 29 milhões de visitantes no ano. O Parque Nacional da Tijuca registrou quase 5 milhões de visitas, dando exemplo da escala de atuação das áreas protegidas em diferentes regiões.
Desenvolvimento econômico e gestão
Segundo o ICMBio, as UCs não apenas protegem a biodiversidade, mas também atuam como impulsionadoras de economia local, especialmente em áreas remotas. O estudo aponta que o turismo gera valor agregado e empregos diretos e indiretos.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Capobianco, destaca investimentos como chave para ampliar resultados. Dados de 2025 mostram redução do desmatamento nas UCs da Amazônia em 74% e, no Cerrado, queda de 40%.
A Silva também ressalta a importância de recursos de compensação ambiental e de parcerias público-privadas. Entre 2023 e 2025, o fundo de compensação liberou 1,28 bilhão de reais, com 372 milhões já executados pelo ICMBio.
Perspectivas e abrangência
O estudo utiliza a metodologia Tempa, que integra visitas e gastos a multiplicadores de Insumo-Produto. O modelo, criado no Brasil, é referência para avaliações econômicas em turismo de áreas protegidas.
Mauro Pires, presidente do ICMBio, afirma que a contribuição ao PIB é expressiva ainda sob estimativas conservadoras. Ele destaca o papel das UCs como motor econômico local, além de conservação ambiental.
O ICMBio aponta que o governo tem ampliado a gestão de serviços por meio de concessões, incentivando investimentos em infraestrutura turística. A perspectiva é de continuidade nas ações de proteção ambiental aliadas ao desenvolvimento econômico.
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