- A LiberPay escolheu o Brasil como mercado de estreia para sua plataforma de pagamentos em stablecoins, visando crescimento e construção de marca local.
- O Brasil é visto como laboratório global para pagamentos digitais, combinando adoção, ambiente regulatório em evolução e uso do Pix.
- A LiberPay não atua como intermediária ou custodiante: cada comerciante cria seu próprio gateway via smart contracts na blockchain Polygon, com custódia própria; são gerados NFTs de recibos digitais para cliente e comerciante, aumentando transparência.
- A experiência do usuário é simplificada: pagamentos por QR Code ou link, com carteiras como MetaMask, Trust Wallet ou Coinbase Wallet, sem necessidade de entender de blockchain; tarifas competitivas para comércio.
- Em termos de compliance, a empresa segue orientação regulatória brasileira, com KYC e limites iniciais; foco atual no Brasil pelos próximos doze meses, enquanto encara o estigma das stablecoins e busca soluções mais eficientes.
A LiberPay, fintech norte-americana, escolheu o Brasil como mercado de estreia para sua plataforma de pagamentos em stablecoins. A proposta é facilitar transações com ativos dolarizados sem atuar como intermediária tradicional. O modelo utiliza gateways via smart contracts na blockchain Polygon e entrega recibos digitais tokenizados.
A estratégia aposta em um ecossistema já maduro no país: cerca de 25 milhões de usuários com carteiras digitais e o Pix como referência de pagamentos instantâneos. A empresa aponta regressões de custo e a demanda por ativos em dólar como motores para a adoção.
O modelo da LiberPay evita custodiar ativos. Cada comerciante cria seu gateway de pagamento, mantendo controle total sobre os fundos. A solução gera dois NFTs por transação, registrando valor, data e partes envolvidas como recibos imutáveis.
Diferenciais da LiberPay
A empresa não funciona como money transmitter nem custodiante. O gateway fica com o comerciante e a plataforma opera sem acesso direto ao dinheiro. A proposta facilita escalabilidade, com um ou mais gateways por negócio, conforme a operação.
A infraestrutura usa NFTs para recibos digitais misturando transparência e rastreabilidade. O cliente recebe um NFT e o comerciante outro, garantindo registro da transação. A experiência de uso prioriza simplicidade, por meio de QR Code ou link.
Estrutura de uso e custos
Pagamentos ocorrem por QR Code ou link e podem utilizar carteiras como MetaMask, Trust Wallet ou Coinbase Wallet. Não é necessário entender de blockchain para pagar; o objetivo é simplicidade. Taxas para comerciantes são de 0,3% ou 0,50 USDC por transação, o que for menor.
As transações entre pessoas físicas são gratuitas, com o gasto principal sendo o gas fee da rede Polygon. A ideia é reduzir intermediários e, assim, o custo efetivo por operação.
Interoperabilidade e expansão
A LiberPay trabalha na interoperabilidade entre blockchains, com conversão automática para redes como Solana quando necessário. O fluxo envolve swap e bridge para Polygon no momento do pagamento, ampliando o alcance aos clientes.
A conformidade regulatória no Brasil envolve orientação jurídica local, com verificação de identidade (KYC) e limites de transação iniciais. A estrutura descentralizada evita funcionamento como custodiante clássico, mantendo segurança e conformidade.
Foco no Brasil e próximos passos
O Brasil recebe prioridade de atuação nos próximos 12 meses, com foco em ampliar usuários, comerciantes e volume transacionado. A empresa planeja educação de mercado e expansão de integrações, incluindo modelos white label para grandes clientes.
A avaliação de mercado aponta ainda estigma em relação às stablecoins. A LiberPay afirma que o uso está ligado a pagamentos eficientes, citando custos elevados de cartões e a necessidade de alternativas mais rápidas e baratas.
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