Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dívidas pressionam famílias e renda para consumo fica na menor em 15 anos

Endividamento em alta reduz renda disponível a 21% em fevereiro, menor desde 2011, enquanto juros elevados mantêm o consumo acima das necessidades afetado

juros endividamento dívidas empréstimos crédito
0:00
Carregando...
0:00
  • Em fevereiro, a renda disponível após itens essenciais ficou em 21% da massa de renda ampliada, menor desde 2011; em fevereiro de 2025, o índice era de 23%.
  • A proporção de famílias endividadas subiu para 80,9% em abril, recorde, segundo a CNC.
  • O comprometimento de renda com dívidas chegou a 29,7% em fevereiro, renovando o recorde de janeiro (29,5%).
  • O endividamento é explicado pela alta dos juros e pelo aumento do peso do serviço financeiro na renda das famílias, com maior demanda por crédito emergencial.
  • O governo lançou a segunda versão do Desenrola para renegociação de dívidas; especialistas alertam que a medida pode apenas postergar o problema estrutural.

A renda disponível de famílias brasileiras continua em queda, impulsionada pelo endividamento. Dados de fevereiro mostram que o valor que sobra após pagamento de itens essenciais é o menor desde 2011. A pesquisa é da Tendências Consultoria.

Em 2025, a massa de renda ampliada, que inclui trabalho, benefícios, previdência e outras fontes, caiu para 21% após despesas essenciais, imposto e crédito. Em fevereiro de 2024 esse patamar estava em 23%.

A comparação histórica aponta que, entre março de 2011 (27,2%) e junho de 2020 (27%), houve os maiores patamares de sobra. O recuo observado em 2025 indica piora constante da renda disponível.

Panorama do endividamento

A leitura da Tendências mostra que o peso do serviço financeiro na renda tem aumentado desde o ano passado, com maior busca por linhas de crédito emergenciais e juros mais altos. A carteira de crédito piorou, elevando o custo da dívida.

Dados do Banco Central apontam que o comprometimento de renda com dívidas alcançou 29,7% em fevereiro, superando 29,5% de janeiro. A taxa reflete o pagamento mensal de dívidas em relação à renda recebida.

A CNC aponta aumento da participação de famílias endividadas, com 80,9% em abril, recorde histórico, ante 80,4% em março. O indicador ressalta continuidade do peso da inadimplência no curto prazo.

Desenrola e efeitos

O governo revisou o programa Desenrola para renegociação de dívidas, tentando reduzir endividamento e inadimplência. A medida prevê uso de 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1.000, o que for maior, para abater dívidas.

Críticos afirmam que a iniciativa pode desviar recursos de uso habitacional e não resolve problemas estruturais de endividamento. Especialistas destacam que o uso do FGTS não garante saída definitiva do problema.

A avaliação geral é de que, sem melhoria fiscal, juros altos e custo do crédito devem manter pressão sobre famílias. Fontes do mercado ressaltam que mudanças mais profundas exigirão reformas e controle de gastos públicos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais