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Dólar cai abaixo de R$4,90 e investiga trajetória da moeda

Dólar fecha em 4,8942 reais, menor nível em dois anos, com forte ingresso estrangeiro na B3 e projeções de queda gradual até 2026

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  • O dólar fechou em R$ 4,8942, queda de 0,59%, o menor nível em dois anos.
  • Foi o primeiro fechamento abaixo de 4,90 desde 15 de janeiro de 2024, quando ficou em R$ 4,8657.
  • No acumulado de 12 meses, o câmbio já recuou mais de 13% frente ao real; em 2026, a queda supera 10%.
  • O Boletim Focus aponta dólar em torno de R$ 5,25 para 2026, com projeções de R$ 5,30 (2027), R$ 5,39 (2028) e R$ 5,40 (2029).
  • Investidores estrangeiros já aportaram R$ 54,390 bilhões na B3 em 2026 até 6 de maio, revertendo saldo negativo de 2024; especialistas destacam impacto no mercado.

O dólar encerrou as negociações desta sexta-feira (8) em 4,8942 reais, queda de 0,59% frente ao real. Foi o menor fechamento em dois anos, e o patamar abaixo de 4,90 não era visto desde 15 de janeiro de 2024, quando ficou em 4,8657.

No balanço de 12 meses, o câmbio acumula queda superior a 13%. Em 2026, a desvalorização da moeda norte-americana já supera os 10%, sinalizando virada frente ao patamar praticado ao fim de 2024, quando o dólar ultrapassou a marca de 6 reais pela primeira vez.

Perspectivas para a trajetória do câmbio

O Boletim Focus divulgado na segunda-feira (4) aponta projeções de dólar mais alto no médio prazo, com fechamento em 5,25 reais para 2026. Para 2027, a estimativa é de 5,30 reais, e para 2028 e 2029, 5,39 e 5,40 reais, respectivamente, mantendo a tendência de queda recente.

A fortaleza do real é associada a maior ingresso de capital estrangeiro no mercado brasileiro. Até 6 de maio de 2026, investidores estrangeiros aportaram 54,390 bilhões de reais na B3, revertendo o saldo negativo de 24,1 bilhões registrado em todo 2024.

Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, um câmbio mais valorizado reduz custos importados e ajuda o Banco Central a controlar o IPCA, desinflacionando naturalmente o ambiente econômico. A leitura é de que o câmbio mais baixo reduz pressões sobre combustíveis e insumos.

Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, afirma que o real mais forte já impacta positivamente o mercado de ações e o crédito. Ele ressalta que a continuidade da queda da Selic pode ajudar a descompressar os spreads de crédito no futuro.

Fábio Murad, sócio da Ipê Avaliações, vê a atual conjuntura como janela para o investidor de longo prazo. Ele aponta que a valorização da moeda favorece ambientes de maior apetite por risco e migração de capital para o Brasil.

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