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Especialista: EUA devem buscar exploração privilegiada de terras raras

Especialista diz que EUA buscam acordo de exploração privilegiada das terras raras brasileiras; Brasil resiste à exclusividade e negociações avançam a nível técnico

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  • Estados Unidos devem tentar um acordo de exploração privilegiada das terras raras brasileiras nas negociações com o Brasil.
  • A estratégia pode seguir o modelo usado com a Ucrânia, com concessões que privilegiem empresas americanas em licitações ou concessões de regiões ricas em minerais críticos.
  • O Brasil tende a resistir à exclusividade e busca manter a livre concorrência nas tratativas.
  • O projeto de lei sobre minerais críticos foi aprovado, mas o arcabouço regulatório ainda não está sólido; o tema ganhou força pela pressão externa dos EUA.
  • As negociações avançam para o nível técnico, com interlocutores como Jamieson Greer e Howard Lutnick; espera-se redução significativa, mas não eliminação total, das tarifas.

Especialista aponta possível acordo de exploração de terras raras entre Brasil e EUA

Especialista em economia internacional avalia que os EUA devem buscar um acordo de exploração privilegiada das terras raras brasileiras. A visão foi dada em entrevista ao Agora CNN, ao comentar as tratativas recentes entre Brasil e Estados Unidos.

Ferreira afirma que a agenda americana vai além de tarifas. Segundo ele, o tema envolve uma estratégia global ligada aos minerais críticos, com regiões do Brasil que possuem esse tipo de recurso.

A estratégia dos EUA, conforme o especialista, pode seguir o modelo já observado em negociações anteriores, incluindo o que ocorreu com a Ucrânia. A ideia seria obter concessões que facilitem a exploração por empresas americanas.

No radar brasileiro, a tendência é resistir à exclusividade. O Brasil pode buscar manter espaço para competição, com ênfase em livre mercado e licitações abertas, segundo o analista.

Sobre o andamento interno, Ferreira ressaltou que o país aprovou recentemente um projeto de lei sobre minerais críticos, mas apontou que ainda falta estrutura regulatória sólida para guiar a exploração das terras raras.

Ele ressaltou que o tema voltou ao centro das políticas públicas por pressão externa, estimando que os EUA pressionam diversos países, inclusive o Brasil, em busca de acordos.

Mudanças na composição das interlocuções

A troca de interlocutores na rodada atual indica mudança de nível. A dupla norte-americana Jamieson Greer e Howard Lutnick aparece em vez de o representante anterior, Marco Rubio, sinalizando foco técnico nas negociações.

Ferreira entende que a discussão migra para equipes com expertise em comércio exterior, preparando o terreno para acordos mais detalhados entre partes técnicas.

Perspectivas de tarifas e impacto comercial

Sobre tarifas, o especialista afirma que eliminar totalmente os impostos seria um cenário otimista. A redução significativa, com alguns setores ainda penalizados, é a previsão mais provável.

Os setores de metais e eletrônicos aparecem entre os mais afetados pelo regime atual, que já reduziu o comércio brasileiro com os EUA em cerca de 6%.

Conclusão provisória

A leitura de Ferreira é de uma aproximação positiva entre governos, com abertura para acordo que beneficie as duas partes, sem confirmar um pacto já consolidado.

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