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Gramado planeja nova cidade para desafogar a atual

Nova Centralidade de Gramado, a oito quilômetros do centro, terá investimento privado de R$ 15 bilhões e até quarenta mil moradores nas próximas décadas

Nova Centralidade: projeto prevê uma nova frente urbana a 8 quilômetros do centro de Gramado, com moradia, hotéis, parques e serviços (Prefeitura de Gramado/Divulgação)
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  • Gramado aprovou a Nova Centralidade, uma nova frente urbana de 900 hectares a oito quilômetros do centro, para absorver o crescimento turístico e populacional.
  • A área privada deve receber até R$ 15 bilhões em investimentos nos próximos dez anos, com 15 mil unidades residenciais, 9 mil leitos de hospedagem, 3 mil unidades de comércio e serviços.
  • O projeto prevê hospital de alta complexidade, centro cultural, terminal intermodal, parques e mais de 400 mil metros quadrados de áreas públicas, mantendo a identidade de Gramado.
  • A área fica no eixo de conexão com o futuro aeroporto de Caxias do Sul; não haverá desapropriação, e a prefeitura ficará responsável por regras urbanísticas e coordenação de infraestrutura.
  • A implementação ocorrerá gradualmente, com primeiras obras previstas para três a quatro anos, sujeitas ao ritmo de investimentos privados e a condições econômicas.

Uma nova frente urbana deve desafogar o centro de Gramado. A prefeitura aprovou a chamada Nova Centralidade, um projeto que prevê um polo com moradia, hotéis, parque e serviços a 8 quilômetros do atual centro, na região norte do município.

A área abrange 900 hectares e ficará ligada ao eixo do futuro aeroporto de Caxias do Sul. A ideia é criar uma cidade paralela para absorver crescimento populacional, turístico e imobiliário, mantendo Gramado como referência turística da Serra Gaúcha.

A iniciativa foi aprovada pela Câmara de Vereadores, que detalhou as regras gerais de ocupação da área. A prefeitura destaca que a área é estratégica para futuros deslocamentos na região.

Como o projeto pretende desafogar o centro

A Nova Centralidade deverá funcionar como válvula de descompressão para o centro saturado, com redução de congestionamentos e maior oferta de serviços. A meta é estimular o modelo da cidade de 15 minutos, com acessos a pé ou de bicicleta a diferentes facilities.

Segundo a administração, Gramado recebeu cerca de 8 milhões de visitantes em 2023 e teve expansão populacional de 25% entre 2010 e 2022. O RS avançou menos de 2% nesse período.

O secretário de Turismo afirma que não há espaço para novas operações no atual eixo urbano. A proposta aponta para absorver o crescimento e melhorar a experiência de moradores e visitantes.

Estrutura e metas do novo centro

O plano prevê 15 mil unidades residenciais, 9 mil leitos de hospedagem e 3 mil unidades de comércio e serviços. Serão criados mais de 150 mil m² voltados à saúde e 100 mil m² para educação e cultura.

A prefeitura garante que o projeto manterá a identidade de Gramado. A ideia é criar um centro moderno, com fiação subterrânea e integração paisagística, sem ruptura estética com a cidade existente.

Medidas para reduzir veículos incluem calçadas já entregues por empresas, mobilidade ativa e infraestrutura subterrânea. O objetivo é evitar o acúmulo de vagas e incentivar o uso de transporte público e modos suaves.

Infraestrutura e áreas verdes

O master plan reserva corredores ecológicos e ligação com áreas ambientais já existentes. Serão mais de 400 mil m² destinados a parques e praças públicas, promovendo espaços de convivência e lazer.

Entre os empreendimentos âncora estão o complexo do Club Med, já com projetos aprovados, e a perspectiva de um hospital de alta complexidade. Também está prevista a criação de um terminal intermodal, centro de eventos, teatro e áreas de economia criativa.

A prefeitura destaca que o projeto pretende acompanhar inovação, economia verde e qualidade urbana, com foco em desenvolvimento regional.

Aspectos econômicos e governança

A área da Nova Centralidade é privada; não haverá desapropriações. O papel da prefeitura será definir regras urbanísticas, aprovar projetos e coordenar infraestrutura junto a concessionárias e investidores.

Estimativa aponta investimentos privados de cerca de R$ 15 bilhões nos próximos 10 anos. Uma Zona de Ocupação Intensiva de 65 hectares deve concentrar equipamentos públicos e privados no coração da nova centralidade.

As primeiras obras urbanas amplas devem ocorrer em três a quatro anos, com protocolo de loteamentos nos próximos meses. A Prefeitura busca manter o ritmo conforme o cenário econômico e o interesse do setor privado.

Desafios e perspectivas

O principal desafio será a mobilidade, já que o acesso à região norte depende do centro. Mesmo assim, a administração acredita que a Nova Centralidade pode alterar o desenho urbano de Gramado, ampliando oportunidades de moradia, turismo e serviços para décadas futuras.

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