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Mapa do mel mostra as cinco cidades que lideram a produção no Brasil

Cinco cidades concentram a produção de mel no Brasil, com exportações lideradas para os Estados Unidos e faturamento de US$ 109,75 milhões em 2025; Ortigueira (PR) recebe DO

Cinco municípios concentram a produção de mel e impulsionam a cadeia apícola nacional. (Foto: Gilson Abreu/Governo do Paraná)
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  • O Brasil produz quase sessenta mil toneladas de mel por ano, com mais da metade destinada à exportação; em 2025 o faturamento chegou a US$ 109,75 milhões.
  • A produção e a exportação estão concentradas em cinco cidades, que seguem diferentes modelos de manejo e aproveitam a geografia local.
  • O mel silvestre é amplamente reconhecido; o mel de lavouras está ganhando espaço, com pequenas melhorias de rendimento ao suspender defensivos nas culturas.
  • Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações; há esforços para diversificar mercados na Europa, Canadá, Ásia e Oriente Médio.
  • Municípios líderes e seus volumes: Santa Luzia do Paruá (MA) com 1.181,5 toneladas; Arapoti (PR) com 1.125,1 toneladas; Santana do Cariri (CE) com 940 toneladas; São Raimundo Nonato (PI) com 922,4 toneladas; Ortigueira (PR) com 805 toneladas.

O Brasil figura entre os maiores produtores de mel do mundo, com produção nacional atingando quase 60 mil toneladas por ano. Em 2025, o faturamento com mel chegou a US$ 109,75 milhões, com mais da metade destinada à exportação. A concentração da produção está em cinco cidades.

Especialistas apontam que a geografia local influencia o desempenho. Municípios afastados de monoculturas e com morros e áreas de mata favorecem o manejo das colmeias. Também há uso de estratégias de integração entre lavoura e criação de abelhas, associando floradas de soja e girassol à produção de mel.

Mapa dos municípios líderes da produção

  • 1º Santa Luzia do Paruá (MA): 1.181,5 toneladas, liderando o ranking nacional.
  • 2º Arapoti (PR): 1.125,1 toneladas, reforçando o protagonismo do Paraná.
  • 3º Santana do Cariri (CE): 940 toneladas, relevante no Nordeste.
  • 4º São Raimundo Nonato (PI): 922,4 toneladas, fortalecendo o Piauí.
  • 5º Ortigueira (PR): 805 toneladas, consolidando a presença paranaense.

A produção em lavoura pode elevar o rendimento, conforme avaliação de lideranças do setor. Em lavouras, a redução de defensivos durante a florada beneficia as abelhas e aumenta a produção, especialmente na soja, com ganhos estimados entre 10% e 20%. Em média, uma única colmeia pode chegar a 50 quilos de mel.

Ortigueira: mel do interior paranaense com Denominação de Origem

Ortigueira destaca-se pelo mel de florada especial e pela certificação de Denominação de Origem, concedida pelo Inpi. A cor clara, o sabor suave e o aroma marcante são definidos pela flor de capixingui, além de outras floradas locais. O mel monofloral combina capixingui, eucalipto e assa-peixe, enquanto o silvestre agrega néctares variados.

A colheita ocorre em dois períodos do ano, outubro a novembro e fevereiro a março. O capixingui, em especial, é associado à IG, garantindo o sabor único do produto exportado. Produtores destacam que o mel é adequado para exportação, com perfil suave e atrativo de mercado.

Dados sobre diversidade de abelhas e consumo no Brasil

O Brasil possui a maior diversidade de abelhas do mundo, com cerca de 3 mil espécies nativas, das quais 255 são abelhas sem ferrão. O setor gera mais de 350 mil empregos diretos e indiretos, segundo o IBGE. O consumo interno, porém, é baixo, em torno de 60 gramas por pessoa ao ano.

Do total consumido no país, 53% correspondem ao mel de mesa, 35% à indústria de alimentos e 11% a cosméticos, tabaco e ração animal. A produção brasileira é reconhecida internacionalmente pela diversidade de abelhas, com forte atuação em apicultura e melipultura.

Desempenho e desafios das exportações

No início de 2026, o Paraná liderou as exportações de mel, com 448 toneladas e receita de US$ 1,6 milhão, a US$ 3,5 por quilo. Minas Gerais exportou 410 toneladas, gerando US$ 1,4 milhão. Santa Catarina ficou com 153 toneladas e US$ 538 mil.

O Piauí exportou 81 toneladas, recebendo US$ 284 mil, e a Bahia totalizou 69 toneladas, com US$ 245 mil em receita. O setor enfrenta desafios como competição de custos baixos em outros países e barreiras fitossanitárias, ações que demandam melhoria de padrões e de escala produtiva.

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