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Exportação de sucata preocupa indústria de alumínio

Indústria brasileira de alumínio pressiona por restrições à exportação de sucata para manter produção local e sustentar a reciclagem

Janaina Donas, presidente-executiva da Abal (Associação Brasileira do Alumínio), em entrevista no estúdio do Poder360
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  • A exportação de sucata de alumínio é apontada como prejudicial à indústria brasileira, segundo Janaina Donas, presidente-executiva da Abal.
  • Donas defende restrições às vendas externas da sucata para manter produção no Brasil e afirma que há mecanismos comerciais para isso.
  • A sucata é usada na fabricação de itens diversos; em rodas automotivas usa-se principalmente alumínio primário, enquanto embalagens combinam com material reciclado.
  • O consumo de alumínio per capita no Brasil é de 8,8 kg/ano, abaixo da média mundial de 22,4 kg; o país tem potencial de aumento da demanda.
  • A indústria destaca avanços na reindustrialização desde 2016, com recuperação gradual de fábricas e com a reciclagem respondendo por cerca de 57% do consumo, acima da média global.

A exportação de sucata de alumínio tem sido apontada como um entrave pela indústria brasileira, segundo Janaina Donas, presidente-executiva da Abal. Em entrevista, ela destacou que a reciclagem sustenta a produção de itens industriais e que medidas de restrição às vendas externas poderiam manter atividade no país.

Donas explicou que a sucata é fundamental para compor diferentes itens fabricados a partir do alumínio. Em alguns produtos, como rodas automotivas, predomina o uso de alumínio primário, enquanto em embalagens a reciclagem tem participação maior. A executiva enfatizou o potencial de crescimento do mercado interno.

Contexto produtivo da indústria brasileira

A Abal aponta que o consumo per capita de alumínio no Brasil é de 8,8 kg por ano, bem abaixo da média global de 22,4 kg. A indústria nacional passou por desindustrialização a partir de 2016, com desligamento de fábricas, mas iniciou recuperação a partir de 2022.

No passado, o Brasil ocupava a 6ª posição mundial na produção de alumínio primário. O desligamento elevou a posição para 16ª, com recuperação parcial da produção, chegando à 9ª posição atualmente. O país detém a 4ª maior reserva de bauxita e ocupa o 3º lugar na produção de alumina.

A cadeia produtiva tem avançado na coleta de sucata, mas enfrenta dificuldades desde o fim de 2024 para manter o fluxo de material reciclável. Segundo Donas, o preço da sucata chegou a competir com o alumínio primário no mercado internacional, com intermediários capturando boa parte da margem.

Perspectivas e indicadores

A Abal ressalta que o consumo total de produtos de alumínio no país é hoje de aproximadamente 1,8 milhão de toneladas por ano, enquanto a capacidade de produção de alumínio primário fica em torno de 1,2 milhão de toneladas e a reciclagem soma mais de 1 milhão de toneladas. O mix entre produção primária e secundária contribui para a autossuficiência do suprimento.

Dados sobre custos de energia e preço de insumos também surgem na avaliação da indústria. A energia no Brasil é de fontes consideradas entre as mais limpas do mundo, porém, entre as mais caras, o que aponta para a necessidade de políticas de desarme gradual de subsídios. A senência de *o consumidor brasileiro* não é citada na abordagem regulatória, mas o tema aparece como fator de competitividade.

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