- A Tenuta di Biserno foi criada em 2001 pelos irmãos Antinori, em Bibbona, Upper Maremma, e hoje é dirigida desde 2014 pelo CEO Niccolò Marzichi Lenzi, sobrinho dos irmãos.
- Os vinhos emblemáticos, Il Pino e Biserno, são blends predominantemente Cabernet Franc e buscam maior aproximação ainda na juventude, sem abrir mão da complexidade e da longevidade.
- A abordagem atual prioriza finesse sobre extração, mantendo a persistência aromática e destacando a acidez para preservar a longevidade dos vinhos.
- As mudanças na vinícola incluem ajustar datas de colheita, evitar ações como green harvest, buscar equilíbrio entre uvas e exposição solar, e adaptar práticas à mudança climática.
- A vinícola divide as parcelas de vinhedos e separa vinhos por parcela; Il Pino tende a ser mais vivo e jovem, com Merlot trazendo maciez, enquanto Biserno é mais estruturado e exige mais tempo de envelhecimento, com uso de madeira nova em torno de setenta por cento.
Tenuta di Biserno, instalada em Bibbona, Toscana, foi criada em 2001 por Lodovico e Piero Antinori. Sob a orientação de Michel Rolland, o projeto buscou combinar tradição com uma visão de mercado. Hoje, Niccolò Marzichi Lenzi lidera a vinícola desde 2014, buscando modernizar sem perder a identidade.
O objetivo atual é tornar os vinhos Il Pino e Biserno, dominados por Cabernet Franc, mais acessíveis na juventude. A filosofia enfatiza finesse sobre extração excessiva, mantendo persistência aromática e maior frescor no paladar.
Mudanças de vinha e vinificação
Mudanças incluem ajustes na data de colheita para obter fruta em equilíbrio, sem descarte de folhas ou verde, preservando a expressão do terroir. As vinhas são plantadas mais espaçadas, com clones menos vigorosos para enfrentar o clima.
Alegação de terroir é reforçada por parcelas vinificadas separadamente. Bibbona abriga a sede, com proximidade a Bolgheri, apresentando solos mais profundos e pedra grande, além de variações de exposição que influenciam os estilos.
Perfil dos vinhos e produção
Il Pino é visto como rótulo de segunda linha, porém com estilo distinto, mais vivo e jovem, incluindo Merlot para maciez. Biserno permanece mais estruturado e austero na juventude, exigindo tempo para revelar camadas. Em 2022, a aromática ganhou destaque.
Na prática enológica, Biserno recebe cerca de 70% de madeira nova, enquanto Il Pino utiliza 20%–30%. A extração também difere entre as duas linhas, refletindo estratégias distintas de maturação e expressão.
Adaptações a mudanças climáticas
A vinificação acompanha o aquecimento global: a viticultura antiga busca equilíbrio, com cepas menos vigorosas e porta-enxertos resistentes à seca. O objetivo é manter a identidade de Biserno enquanto se desenvolve uma expressão mais imediata de terroir.
O portfólio atual inclui Biserno 2022, Il Pino 2023 e Insoglio del Cinghiale 2024, este último um blend com Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Cabernet Franc. A importação no Reino Unido é feita pela Corney & Barrow.
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