- Estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, apresentado na Brazil Week, aponta que a América Latina e o Caribe são mais resilientes ao choque de preços e oferta de petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio.
- Ilan Goldfajn, presidente do BID, disse em entrevista exclusiva à CNN Brasil que esse é o maior choque que o mundo vive atualmente.
- Em comparação com Ásia, África e Europa, a região é vista como mais preparada para enfrentar a turbulência, mas o choque não deve terminar hoje e os preços do petróleo podem permanecer elevados por algum tempo.
- Com o petróleo mais caro, espera-se impacto na inflação e nos preços de alimentos, o que pode afetar o orçamento das famílias.
- Conforme o estudo, se o estresse durar mais de quatro trimestres, a pobreza pode subir entre 0,3 e 0,8 ponto percentual, variando conforme o país.
A América Latina e o Caribe mostram-se mais resilientes ao choque decorrente da guerra no Oriente Médio, especialmente nos preços e na oferta de petróleo, segundo estudo do BID apresentado na Brazil Week.
O presidente do BID, Ilan Goldfajn, afirmou em entrevista exclusiva à CNN Brasil que este é o maior choque vivido pelo mundo atualmente.
Na comparação com Ásia, África e Europa, ele destacou que a região está mais preparada para enfrentar o cenário.
Goldfajn destacou que o choque não se encerra hoje e que o preço do petróleo pode permanecer elevado por um tempo.
Com a commodity sob pressão, a inflação e os preços de alimentos devem ser impactados, ampliando os riscos para a atividade econômica regional.
A análise sugere que esses efeitos podem ter consequências sociais, especialmente para famílias com menor renda.
Segundo o estudo, a pobreza pode aumentar caso o estresse no preço do petróleo persista por mais de quatro trimestres.
O efeito depende do país da América Latina, variando entre 0,3 e 0,8 ponto percentual conforme o desempenho macroeconômico local.
A avaliação aponta que cenários de maior estresse elevam vulnerabilidade já existente em alguns mercados.
A reportagem da CNN Brasil destacou que, mesmo com a resiliência regional, o impacto externo segue relevante para políticas públicas.
Medidas de contenção de inflação, de apoio social e de equilíbrio fiscal devem ser avaliadas em cada país, conforme cada resultado econômico.
O BID continua monitorando o quadro para orientar decisões de política econômica na região.
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