Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Apreensão de criptomoedas pela PF cresce, uso criminoso supera bilhões

PF registra recorde: 71 milhões de criptomoedas apreendidas em crimes, enquanto a movimentação ilícita soma dezenas de bilhões no Brasil

Apreensão de criptomoedas pela PF dispara, mas uso criminoso já supera bilhões — Foto: Kanchanara/Unsplash
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2025, a Polícia Federal apreendeu R$ 71 milhões em criptomoedas usadas em crimes, recorde registrado via LAI.
  • O valor é apenas uma fração do que as quadrilhas movem, que chegam a dezenas de bilhões de reais no crime organizado.
  • As criptomoedas foram usadas em violações de direitos humanos, tráfico de drogas, crimes online e lavagem de dinheiro; houve casos como desvio de R$ 813,79 milhões de contas mantidas no BC.
  • Em 2025, o USDT, uma stablecoin atrelada ao dólar, domina as operações declaradas à Receita Federal, respondendo por cerca de dois terços; o bitcoin caiu para menos de dez por cento.
  • O Brasil avança na regulação, com resoluções da Lei de Ativos Virtuais e criação de entidades regulatórias, mas a fiscalização ainda está em construção e há foco em supervisionar stablecoins e segregação patrimonial.

Em 2025, a Polícia Federal apreendeu criptomoedas usadas em crimes totalizando 71 milhões de reais, segundo dados obtidos pela LAI. O valor representa um recorde, porém revela apenas uma fração do montante movimentado pelas quadrilhas, que atingem dezenas de bilhões.

As moedas digitais foram apreendidas em operações contra violações de direitos humanos, tráfico de drogas, crimes online, ambientais e lavagem de dinheiro. A PF também investiga ataques contra a infraestrutura do Pix e esquemas de lavagem que teriam movimentado bilhões entre 2017 e 2020.

Entre os casos de maior expressão, estão investigações de lavagem de dinheiro associadas a redes criminosas e a ligações com organizações como PCC e Hezbollah, além de esquemas de tráfico humano que utilizam criptomoedas para remessas internacionais.

A despeito das apreensões, o uso ilícito de criptoativos continua relevante. Em 2025, carteiras associadas a atividades criminosas receberam cerca de US$ 154 bilhões (aproximadamente R$ 755 bilhões), destacando o desafio de rastrear e congelar recursos.

A atuação das autoridades vem ficando mais sofisticada. Investigações passam a combinar bloqueios de ativos digitais com identificação de corretoras e uso de tecnologia para acompanhar transações públicas, ainda que haja lacunas de rotulagem de carteiras no Brasil.

Regulação

O Brasil está amadurecendo o arcabouço regulatório para criptoativos, com atuação do Banco Central e da CVM. Recentemente, o BC publicou resoluções da Lei de Ativos Virtuais de 2022 para prevenir lavagem de dinheiro e financiar terrorismo.

As normas preveem a criação das SPSAVs, entidades autorizadas a operar no setor. A fiscalização permanece em evolução, e o BC aponta a supervisão de stablecoins como prioridade, bem como medidas de segregação patrimonial e serviços baseados em cripto.

O BC não informou se implementou plenamente o mecanismo de fiscalização previsto, citando ainda ajustes em andamento. A reportagem não identificou dados oficiais sobre o ritmo de adesão das instituições reguladas às novas regras.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais