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Atraso em pagamentos atrasa obras na Epig nesta segunda-feira

Protesto de proprietários de máquinas interrompe parte das obras da Epig; atrasos de pagamento ameaçam continuidade da terraplenagem e mobilidade no corredor

A obra integra parte do projeto de modernização do Corredor Eixo Oeste - (crédito: Carlos Silva/CB/D.A.Press)
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  • Nesta segunda-feira, 11 de maio, parte das obras de modernização da Epig foi interrompida devido a protesto de proprietários de caminhões e máquinas, que reivindicam atrasos de até cinco meses nos pagamentos.
  • Os prestadores terceirizados alegam dificuldades para manter custos operacionais, com valores significativos a receber, e denúncias de demissões nos últimos meses.
  • Durante a manifestação, materiais foram incendiados no canteiro, o que pode atrasar etapas essenciais como terraplenagem e transporte de insumos.
  • A Secretaria de Obras e Infraestrutura notificou oficialmente o consórcio responsável pelas obras da Nova Epig para regularizar a situação e retomar os serviços, destacando que a responsabilidade pelos pagamentos é do consórcio.
  • O consórcio formado pelas empresas Marquise Engenharia e Comsa S.A. informou que os salários dos trabalhadores vinculados ao contrato estão em dia, e que apenas serviços de aluguel de maquinário teriam sido impactados, com atuação das demais frentes mantida.

Atrasos nos pagamentos aos prestadores de serviços da Epig provocaram a interrupção parcial das obras de modernização do Corredor Eixo Oeste, em Brasília. Caminhões e máquinas pesadas suspenderam atividades nesta segunda-feira, após apontarem atrasos de até cinco meses. Uma faixa no canteiro informou o não pagamento de alguns prestadores.

Durante a mobilização, houve incêndio de materiais no local, chamando a atenção de motoristas que passavam pela região. Os equipamentos parados são usados na terraplenagem, movimentação de solo e transporte de insumos, áreas críticas para o andamento das obras.

Cobrança e responsabilização

Prestadores afirmam que, embora profissionais contratados pelo consórcio recebam normalmente, empresas terceirizadas não têm repassado os valores devidos, comprometendo manutenção de maquinário e pagamento de salários. Um empresário estimou quase 1 milhão de reais a receber por uma máquina de grande porte.

Segundo relatos, promessas de pagamento não se materializam, levando à paralisação até a regularização. Demissões já ocorreram entre as terceirizadas e há risco de novas reduções de quadro se os pagamentos não ocorrerem.

Notificação oficial

A Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal informou ter notificando o consórcio responsável pela Epig para regularizar a situação e retomar imediatamente os serviços. A pasta ressaltou que a responsabilidade pelos pagamentos é exclusiva das empresas do consórcio, e que os trabalhadores diretos do consórcio recebem normalmente.

A secretaria destacou que apenas os serviços ligados ao aluguel de equipamentos pesados ficaram temporariamente interrompidos, enquanto demais frentes de obra seguem em andamento. O consórcio afirmou buscar recursos para quitar os débitos com fornecedores terceirizados o quanto antes.

A Marquise Engenharia informou ao Correio que as obras da Epig seguem em curso e que não há paralisação de seus colaboradores, com salários em dia. A Comsa S/A não se manifestou até o fechamento desta edição.

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