- Instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir os recursos esquecidos pelos correntistas a um fundo público.
- Balanço do Banco Central aponta R$ 10,55 bilhões esquecidos em bancos.
- A portaria publicada recentemente regula o Desenrola 2.0; o governo afirma que o dinheiro vai para o Fundo Garantidor de Operações (FGO) e pode cobrir eventuais calotes.
- Haverá edital de chamamento público com prazo de 30 dias para que clientes contestem a transferência; não havendo contestação, os valores ficam com o FGO; em caso de contestação, retornam aos bancos e são reabertos aos correntistas com correção pelo IPCA-15.
- No total, cerca de 47 milhões de clientes têm valores não reclamados, somando aproximadamente R$ 10,55 bilhões.
As instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir a um fundo público os recursos esquecidos pelos correntistas.
O balanço do Banco Central aponta que R$ 10,55 bilhões estão pendentes em bancos. A regulamentação, publicada na semana passada, trata do Desenrola 2.0 e define o destino desses valores.
Segundo o governo, os recursos serão usados para viabilizar descontos no programa, com o dinheiro indo para o Fundo Garantidor de Operações (FGO). O objetivo é cobrir eventuais calotes e ampliar a cobertura de operações associadas ao Desenrola 2.0.
Um edital de chamamento público estipula 30 dias para que clientes contestem a transferência. Não havendo contestação, os valores ficam sob a gestão do FGO.
Em caso de contestação, o dinheiro retorna aos bancos e é reaberto aos correntistas, com correção pelo IPCA-15. O balanço totaliza cerca de R$ 10,55 bilhões não reclamados por 47 milhões de clientes.
Como funciona o mecanismo do Desenrola 2.0
A transferência para o FGO ocorre somente após o prazo de contestação. O processo busca consolidar parte do saldo esquecido para financiar descontos e securitizar operações do programa. A possibilidade de contestação assegura direito de revisão aos correntistas.
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