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Bolsa tem 50 empresas prontas para IPO; setores em foco após Compass

Compass marca retorno de IPOs; mais de cinquenta empresas já têm registro na CVM e devem abrir caminho, com infraestrutura e agronegócio na fila

IPO da Compass na B3 — Foto: Cauê Diniz
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  • Mais de 50 empresas já têm processos engatilhados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para estrear na bolsa brasileira, após a Compass (Grupo Cosan) abrir o ciclo de IPOs.
  • A Compass realizou a primeira IPO em mais de quatro anos, puxando o retorno das estreias na B3.
  • Executivos acreditam que 2026 será volátil, mas isso não deve atrapalhar a recuperação de novas ofertas no curto prazo.
  • O cenário macroeconômico envolve incertezas com eleições de 2026 e conflitos no Oriente Médio, porém a queda das taxas de juros e o interesse de investidores estrangeiros ajudam a perspectiva.
  • Os setores considerados mais próximos de lançamentos este ano são infraestrutura e agronegócio.

O mercado de ações brasileiro abriu a semana com o retorno das ofertas públicas iniciais (IPOs). A Compass, do Grupo Cosan, acionou a primeira estreia em mais de quatro anos, dando início a uma fila de mais de 50 empresas com processos engatilhados na CVM para abrir capital na B3. Nem todas as empresas devem seguir em 2026.

Executivos da B3 indicam que a volatilidade esperada para 2026 não deve impedir o fluxo de novas ofertas. O cenário macroeconômico envolve eleições, conflitos internacionais e juros; contudo, a queda das taxas e o interesse de investidores estrangeiros ampliam a janela de oportunidades.

Apesar do clima de aquecimento, a retomada deverá ocorrer de forma gradual, segundo a indústria. As possibilidades passam por diversificação de emissores e maior participação externa, que, com juros em queda, tende a favorecer ofertas futuras.

Quem está envolvido

Viviane Basso, vice-presidente de operações da B3, afirma que várias empresas já registraram na CVM e caminham para o próximo passo, que é a abertura de capital no Brasil. Ela destaca um movimento de reabertura do mercado, ainda que com cautela.

A executiva aponta que há fluxo consistente de investidores estrangeiros. Com juros mais baixos, o Brasil se torna mais atrativo para institucionais, varejo e capitais externos, fortalecendo o ambiente para novas ofertas.

Próximos passos e setores em foco

Entre as propostas listadas na fila, setores de infraestrutura e agronegócio aparecem como os mais prováveis de realizar IPOs ainda neste ano. A consolidação dessa tendência depende de condições macroeconômicas estáveis e da validação regulatória em etapas pela CVM.

A agenda de ofertas permanece dependente de sinais de mercado e de confirmação de registros. Observar as próximas semanas será crucial para entender o ritmo de retomada e a evolução de cada pipeline de IPOs na bolsa brasileira.

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