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BTG Pactual registra lucro de R$ 4,8 bi no 1º tri, em meio à volatilidade

BTG Pactual registra lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões no 1º tri de 2026, com receitas de R$ 10 bilhões e ativos sob gestão em R$ 2,6 trilhões

No varejo de alta renda, a área de Wealth Management & Personal Banking voltou a registrar receita recorde, de R$ 1,5 bilhão. (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)
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  • BTG Pactual encerrou o 1º trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões, alta de 42,3% em relação ao mesmo período de 2025, e receitas de R$ 10 bilhões (+34,3%).
  • O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) ficou em 26,6%, ante 23,2% há 12 meses.
  • O banco recebeu R$ 83 bilhões líquidos de novos recursos (NNM), elevando os ativos sob gestão e administração para R$ 2,6 trilhões.
  • Desempenho por área mostra Investment Banking de R$ 628 milhões, Corporate Lending de R$ 2,3 bilhões, Sales & Trading de R$ 1,9 bilhão e Wealth Management de R$ 1,5 bilhão; foi criada a vertical Consumer Finance & Banking após a aquisição do Banco Pan, com carteira de crédito ao consumidor em R$ 73,6 bilhões.
  • Sólidez de capital e liquidez: Basileia em 15,9%, LCR em 160,9% e funding de R$ 379 bilhões.

O BTG Pactual fechou o 1º trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de 4,8 bilhões de reais, avanço de 42,3% ante o mesmo período de 2025. A receita total alcançou 10 bilhões, 34,3% acima do 1º tri de 2025. O ROAE ficou em 26,6%, ante 23,2% há 12 meses.

Mesmo com maior volatilidade de mercados e tensões geopolíticas, o banco registrou captação líquida de 83 bilhões de reais de novos recursos, o que elevou os ativos sob gestão para 2,6 trilhões de reais. A gestão de fortunas e de fundos contribuiu para esse desempenho.

O BTG destacou a diversificação de plataformas e a disciplina na alocação de capital. O CEO Roberto Sallouti ressaltou que o trimestre teve resultados recordes, mesmo diante do cenário desafiador.

Desempenho por área

O Investment Banking faturou 628 milhões de reais, alta de 65,1% na comparação anual, impulsionado pela dívida (DCM) e pelas operações de M&A e ofertas de ações. O Corporate Lending atingiu 2,3 bilhões, com carteira de 281 bilhões e 32,9 bilhões de crédito a PME.

A área de Sales & Trading somou 1,9 bilhão, houve alta de 43,1% year over year, e o VaR recuou para 0,32% do patrimônio, sinalizando gestão de risco mais conservadora diante da turbulência.

No varejo de alta renda, Wealth Management & Personal Banking registrou receita recorde de 1,5 bilhão, com captação líquida de 34,9 bilhões. Em Asset Management, o NNM foi de 47,9 bilhões e a receita de 783 milhões, alta de 6,5%.

A novidade ficou com a vertical Consumer Finance & Banking, criada após a aquisição das ações remanescentes do Banco Pan. A carteira de crédito ao consumidor chegou a 73,6 bilhões, com destaque para consignado e veículos, e a Too Seguros faturou 171 milhões no trimestre. Em abril, houve a conclusão da compra da Meu Tudo.

Estrutura de capital e visão de longo prazo

O índice de Basileia ficou em 15,9%, acima do mínimo regulatório de 10,5%. O LCR foi de 160,9% e a base de funding somou 379 bilhões, 31% acima do ano anterior. As unidades do BTG fecharam o pregão de 8 de abril em 58,65 reais, com alta de 12,38% no ano e 47,55% em 12 meses.

Analistas destacam que créditos FCVS podem ter gerado entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de receita anualizada, com mais 0,8 bilhão a 1,4 bilhão potencialmente reconhecido em 2026. O FCVS envolve regras de compensação entre salários, inflação e prestações imobiliárias.

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